Agricultura urbana como ativismo na cidade de São Paulo: o caso da Horta das Corujas


Publicado em 20/03 às 16h

Por Guga Nagib  GEAU-USP e MUDA-SP

A agricultura urbana encontra-se presente em diversas civilizações e períodos da História. Entretanto, é na segunda metade do século XX, no contexto dos movimentos contraculturais (com início nos anos 1960/1970), que ela se materializará enquanto resultado de ativismos urbanos, destacadamente via guerrilha verde/guerrilla gardening, ou seja, mediante ações em terrenos públicos ou privados sem permissão prévia. Com isso, hortas comunitárias se tornaram símbolos da luta pela reestruturação do espaço urbano e ampliaram as reflexões sobre a apropriação do espaço público, a origem e qualidade dos alimentos, a cooperação cidadã e o direito à cidade.

Esta dissertação* tem por objetivo principal melhor compreender a agricultura urbana, enquanto expressão ativista, destacadamente na cidade de São Paulo, onde ela se tornou mais evidente a partir da segunda década do século XXI, sobretudo com a emergência da rede Hortelões Urbanos e com a materialização da Horta das Corujas (horta comunitária em praça pública no território da Subprefeitura de Pinheiros), que também ajudaram a impulsionar mudanças legislativas e na composição de conselhos participativos.

A partir de um recorte histórico-temporal adequado, empreendeu-se uma análise referente às dinâmicas da metrópole; atentou-se à problemática socioambiental; e regataram-se diferentes conceituações de agricultura urbana, evidenciando suas múltiplas soluções para a questão urbana. A partir da metodologia da pesquisa-ação, desenvolveu-se, por fim, o estudo de caso da Horta das Corujas, apresentando os seus diferentes aspectos socioespaciais vividos e percebidos cotidianamente.

Na utopia das revoluções tranquilas, a referida horta comunitária sinaliza outra maneira de se apropriar do espaço público e de viver a cidade, pautada na experiência comunitária de caráter solidário.

* O texto acima é um resumo da tese de dissertação de mestrado de Gustavo Nagib na Faculdade de Filosofia da USP. Para conhecer o trabalho completo clique aqui!



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