No ano do ecoturismo, vamos conhecer nossa biodiversidade para preservá-la?


Publicado em 06/01 às 16h

Por Susana Prizendt       

A ONU (Organização das Nações Unidas) declarou 2017, como sendo o Ano Internacional do Turismo Sustentável. Trata-se de uma iniciativa que busca estimular a preservação dos ecossistemas – e das culturas ligadas a eles ao redor do mundo- através de sua visitação não predatória.

Conhecer, compreender o modo como esses ecossistemas e suas tradições culturais estão entrelaçados e vivenciar na prática um pouco de seus cotidianos singulares seriam formas de gerar uma maior valorização desses locais pelos seres humanos, contribuindo para que exista o empenho em preservá-los. Mas, numa sociedade que cada vez mais distancia as pessoas de suas próprias origens ambientais e culturais, que tal começarmos a conhecer e valorizar os lugares em que os nossos alimentos são cultivados, descobrindo a importância de cada espécie nativa para o equilíbrio natural?

Ao invés de atravessar imensas distâncias, em busca de experiências exóticas em países distantes (utilizando grande quantidade de combustíveis e contribuindo para o aquecimento global), podemos nos deslocar para locais muito mais próximos às nossas moradias e nos surpreender com suas paisagens e com as tradições culturais de seus habitantes.

Mesmo, no município de São Paulo, conseguimos descobrir lugares em que é possível nos envolvermos com os ambientes naturais de nossa região e experienciarmos processos culturais passados ao longo dos anos pelas comunidades que ali residem. Dois locais paulistanos em que é possível mergulhar nesse universo ecocultural de nossas raízes são a região de Parelheiros, com suas águas e seus agricultores familiares na zona sul, e as aldeias indígenas localizadas nas proximidades do pico do Jaraguá, na zona norte.

Mas há um conjunto imenso de possibilidades à espera da vista de pessoas que habitam cidades dos vários estados do Brasil. Todos nós, habitantes urbanos, enriquecemos imensamente nossas vidas ao conhecer as comunidades em que ocorre a produção ecológica de alimentos, aproximando-nos das pessoas que a praticam.

Para que a sociedade humana encontre mais harmonia e enfrente as ameaças de uma brutal exploração dos recursos naturais, com a desagregação dos camponeses e demais povos que preservam os saberes da terra, é preciso que os habitantes urbanos tenham conhecimento e respeito em relação aos territórios que ainda preservam a biodiversidade nativa.

Nesse período de férias, em que começamos a desfrutar do novo ano, aproveite a oportunidade e visite um local próximo a sua casa, conheça as pessoas que o habitam, estabeleça com elas laços fraternos, sinta o sabor dos frutos nativos, desenvolva novas formas de aquisição de seus alimentos, seja parte da regeneração socioambiental.

Que em 2017 seja possível nutrirmos nossas raízes naturais e culturais para que a solidariedade, a justiça social e a vitalidade da natureza sejam fortalecidas e um futuro mais harmonioso seja semeado!



ASSINE NOSSA NEWSLETTER E RECEBA PROMOÇÕES E CONTEÚDOS EXCLUSIVOS