Campanha Permanente Contra os Agrotóxicos e Pela Vida completou nove anos no dia 7 de abril


Publicado em 23/04 às 16h

Por equipe C. P. C. A. P. V.

 

          Reunidos em 2010, representantes de diversos movimentos sociais, sindicatos e entidades de pesquisa do campo da saúde chegaram a uma conclusão: a luta contra os agrotóxicos deveria ser enfrentada por uma grande frente que envolvesse os mais variados setores da sociedade. Mais do que isso, a luta específica contra os agrotóxicos deveria se traduzir em uma ação mais ampla: contra os transgênicos, contra o agronegócio e, finalmente, contra o modelo capitalista de produção de alimentos.

         Dentro desta luta, de longa duração, era preciso também haver propostas concretas: a agroecologia, como contraposição ao agronegócio; a vida, como contraposição ao modelo da morte. A data de lançamento também foi emblemática: o Dia Mundial da Saúde.

         Assim, no dia 7 de abril de 2011, foi lançada a Campanha Permanente Contra os Agrotóxicos e Pela Vida. Desde então, a batalha passou por diferentes intensidades. Num contexto de hegemonia política do agronegócio, foram muitos os retrocessos: flexibilização das normas, aprovação em massa de novos transgênicos, destruição da Anvisa, liberação recorde de agrotóxicos, entre outros.

        Mesmo assim, no dia de seu aniversário, a C. P. C. A. P. V. tem motivos para comemorar: há nove anos, quem falava sobre o tema, a não ser pesquisadores e os movimentos sociais?

        Hoje, a consciência da alimentação saudável e dos prejuízos causados pelos agrotóxicos rompeu as barreiras e alcançou um público amplo. Trabalhos como os filmes o Veneno Está na Mesa 1 e 2, o Dossiê Abrasco sobre Impactos dos Agrotóxicos, e a plataforma #ChegaDeAgrotóxicos certamente contribuíram para isso.

        No momento em que o mundo se vira de ponta a cabeça e que todos nós somos obrigados a repensar nosso modo vida, vemos que as nossas apostas na reforma agrária, na agricultura camponesa, na agroecologia, na biodiversidade, nas compras públicas de alimentos e nos circuitos curtos de comercialização foram certeiras.

        É essa a estratégia que pode salvar a humanidade. Nessa e nas próximas pandemias.

        Viva a luta pela vida! Viva o SUS!