Participe da mobilização de apoio ao cultivo tradicional quilombola Tá na Hora da Roça!


Publicado em 18/09 às 14h

Por equipe ISA

A roça tradicional é fundamental para os quilombolas do Vale do Ribeira. Com esse tipo de plantio, eles garantem sua cultura viva, alimento saudável e a conservação da Mata Atlântica. Mas hoje eles dependem de uma autorização do Governo de São Paulo para preparar a plantação e essa liberação tem atrasado todos os anos. Com a demora, os quilombolas perdem a hora certa de plantar e deixam de fazer suas roças, ameaçando seu modo de vida!

Leia mais sobre a Campanha Tá na Hora da Roça, criada pelo ISA e apoiada por várias organizações agroecológicas, como o Instituto Auá, no texto a seguir.

No Vale do Ribeira (SP), o sistema de roças de coivara garante a sobrevivência dos quilombolas e a conservação da Mata Atlântica na região há mais de 200 anos. Esse sistema de cultivo usa o conhecimento da floresta para uma produção orgânica e sustentável, a partir do manejo de fogo e da regeneração das matas.

Pesquisas científicas mostram que as roças contribuem para manter a floresta em pé; não à toa, é no Vale do Ribeira que se localizam os maiores trechos preservados de Mata Atlântica do Estado de São Paulo. Além disso, leis federais asseguram o direito dessas comunidades à realização desses cultivos.

Agora, esse sistema, que utiliza o manejo do fogo, das capoeiras e promove a regeneração das matas, está em risco: o governo do Estado de São Paulo está dificultando o processo de autorização de corte de vegetação para a realização das roças, o que inviabiliza o modo de vida tradicional quilombola.

As roças garantem uma alimentação saudável, sem agrotóxicos, não só para os quilombolas, mas também para os moradores das cidades - até mesmo na merenda escolar. Isso é segurança alimentar. Impedir as roças não é só ameaçar todo o modo de vida e a cultura quilombolas: é dificultar a produção de alimentos orgânicos e impedir a conservação da Mata Atlântica.

Vamos pressionar o governo do Estado a respeitar o plantio tradicional dos quilombolas e a emitir a autorização das roças no prazo certo. Faça a sua parte e assine a petição!



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