Comunidade que Sustenta a Agricultura como instrumento de transformação!


Publicado em 22/08 às 11h

Por Wagner - CSA Brasil

 

O tema do editorial deste boletim de agosto fala sobre o dia da Sobrecarga da Terra, que aconteceu em primeiro de agosto deste ano. E essa data reforça a urgência de uma modificação profunda na forma como cada um de nós se relaciona com a nossa Mãe Terra.

Pensando nesse editorial, o CSAção deste mês traz a reflexão de que numa CSA (Comunidade que Sustenta a Agricultura) buscamos treinar uma nova forma de relacionamento, isto é, um caminho para o futuro das relações, criando ambientes concretos através do envolvimento ATIVO de cada participante de cada CSA com todo o processo que envolve o cultivo ou produção do alimento que chega à sua mesa diariamente.

Cada participante é chamado a refletir sobre sua responsabilidade nesse processo, ou seja, a pergunta central é: o que cada um faz de concreto para que este alimento chegue à sua mesa?  O mínimo que cada participante de uma CSA faz é contribuir financeiramente para que um organismo agrícola possa se manter funcionando.  E manter-se funcionando significa o quê?  Significa que aquele sítio, chácara, fazenda sagrada está sendo mantido com todos os recursos naturais que ali existem: solo, lençol freático, fauna, flora e seres humanos que ali vivem. Quando o participante da CSA contribui com sua cota de manutenção, ele está ativamente fazendo algo maior do que simplesmente pagar por receber alimentos.  Ele está garantindo essa possibilidade de o organismo agrícola continuar existindo e se desenvolvendo em prol da manutenção de nossa Mãe Terra.  E isso significa uma pequena contribuição para que essa modificação de que trata o editorial desse boletim, possa se desenvolver na prática.

Muitos participantes de uma CSA podem não ter essa consciência antes de fazer parte dela.  Mas a partir do momento que passam a se alimentar daquilo que vem dessa sustentação comunitária da agricultura, essas pessoas passam também a ter APREÇO para com a Terra.  E isso tudo canaliza para o fortalecimento de nossa relação com este nosso planeta, que clama para que não o sobrecarreguemos ainda mais, com nossa passividade e exploração desenfreada.  Por isso, sigamos, dia após dia, trilhando nosso caminho de desenvolvimento.



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