Vamos seguir o exemplo dos cajuzinhos do cerrado e rebrotar de nossos desafios


Publicado em 22/08 às 11h

Por Conceição Trucom  Doce Limão

 

Em julho último estive na Chapada dos Veadeiros e aproveitei para conhecer, entrevistar e aprender com muitos seres do cerrado. Fiz uma caminhada de 36 Km de Alto Paraíso de Goiás até São Jorge, que durou 2 noites e 3 dias, numa velocidade que me permitiu tirar muitas fotos, vídeos e viver de perto este bioma tão misterioso, surpreendente e ao mesmo tempo sereno e acolhedor.

Exatamente há 1 ano, essa região passou pela maior seca e queimada na história dos últimos tempos... Basta entrar no google e sintonizar com todo o desespero dessa catástrofe, que deixou muitas mortes, doentes e devastação. Encontrei registros vivos dessa destruição, árvores centenárias que permaneceram de pé e tantas outras plantas que me deixaram inúmeras vezes à beira da emoção... Sabe por quê?

Elas rebrotam apesar e acima da morte. Elas renascem apesar das cinzas e de um solo mais empobrecido. Elas florescem e frutificam apesar de todo o nosso pesar e desesperança.

Um bom exemplo é o cajuzinho do cerrado, que ao que tudo indica, será a maior safra de todos os tempos... Caminhando por 2 horas numa área de capoeira, cansei de contar e fotografar a quantidade de pés abundantemente floridos...

Brotar após tanta devastação certamente é preciso, mas brotar com tamanha abundância, sem qualquer ajuda humana, é algo muito exemplar, muito divino, sagrado mesmo! Que venham os cajuzinhos, sua castanhas, seus sumos, melados e muita pajelança...

Sabe onde vou estar em setembro?

Que deus me ajude e proteja, porque desejo muito estar em ressonância com os cajus, flores, caules, raizeiros, mateiros, pajés, caciques e parteiras do cerrado!

Afinal, acordar, germinar e brotar é Preciso!



ASSINE NOSSA NEWSLETTER E RECEBA PROMOÇÕES E CONTEÚDOS EXCLUSIVOS