Cartas finais do IV ENA e da 17ª Jornada de Agroecologia iluminam nossa caminhada


Publicado em 20/06 às 15h

Por Redação ANA e MST              

 

No Dia Mundial do Meio Ambiente, a Articulação Nacional de Agroecologia (ANA) divulgou a carta do IV Encontro Nacional de Agroecologia (IV ENA), realizado no final de maio em Belo Horizonte. A carta reafirma a agroecologia como uma alternativa para a superação do modelo de desenvolvimento agrícola e abastecimento alimentar, ambientalmente predatório e socialmente injusto, que permanece dominando as orientações políticas do Estado brasileiro.

A agricultura industrial e os sistemas de abastecimento alimentar globalizado são os principais responsáveis pela degradação da Natureza e pelas mudanças climáticas. Ao mesmo tempo, estão na origem ou acentuam graves dilemas sociais que afetam as sociedades atuais, tais como a fome e a desnutrição, a pobreza, o desemprego, os preconceitos e a intolerância, a violência e o aumento exponencial de doenças associadas à má alimentação.

As experiências de agroecologia debatidas no evento, vindas de todos os Biomas brasileiros, apresentam soluções concretas para o enfrentamento conjugado dos desafios ambientais e sociais, dando sentido político ao lema do IV ENA: Agroecologia e Democracia, Unindo Campo e Cidade.

Leia aqui o relato feito por André Biazoti, integrante do MUDA, que esteve presente em Belo Horizonte com a caravana do Estado de São Paulo, através de recursos coletados via financiamento colaborativo pela APA – Articulação Paulista de Agroecologia.

E, após reunir milhares de pessoas no começo de junho no Paraná, a 17ª edição da Jornada de Agroecologia também lançou uma carta final, apontando os desafios e as tarefas de luta da sociedade na atual conjuntura, na construção de um novo modelo de vida e relação com os bens naturais.

“Com a experiência, que acumulamos nas 16 Jornadas anteriores e com a fortaleza dos debates e dos fazeres dessa 17ª Jornada, queremos alçar a voz para apresentar nossa crítica, precisa e direta, à dominação das grandes empresas e corporações que transformam toda a biodiversidade em mercadoria e violam os direitos humanos”, destaca um trecho da carta.



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