Publicação do Greenpeace analisa os danos do modelo baseado em agrotóxicos no país


Publicado em 18/04 às 11h

Por Benjamin Prizendt   C. P. C. A. P. V. e MUDA-SP

O Greenpeace – Brasil lançou, em outubro de 2017, o livro Agricultura tóxica: um olhar sobre o modelo agrícola brasileiro. Trata-se de uma obra que disseca o modelo agrícola de nosso país, assinalando as principais etapas do desenvolvimento da agricultura no Brasil.

Ainda hoje, esse modelo é fortemente marcado por nosso processo de colonização: temos extensas propriedades rurais em que predominam as monoculturas de grande escala. Primeiramente, os anos 1950 expandiram a fronteira agrícola, promovendo o aumento da produção de alimentos. Já na década seguinte, o país viria a se inserir no comércio exterior com a prioridade de sua industrialização e a modernização da agricultura, com a introdução e ampliação do uso de tratores, fertilizantes e pesticidas.

Esse processo se agrava, nos dias atuais, por meio da intensa expansão da agropecuária, do uso desmesurado de agrotóxicos e da introdução irresponsável dos OGM (organismos geneticamente modificados), com impactos negativos sobre nossa sustentabilidade social, econômica e ambiental. E é nessa linha de discussão que o Greenpeace, desde 1990, vem pautando seu questionamento sobre o modelo agrícola brasileiro.

Mas (e aí o livro do Greenpeace mostra a que veio) trata-se de reconhecer o movimento da agricultura camponesa familiar como alternativa sustentável para a nossa agricultura, ao contrário do modelo convencional, estruturado no mercado de commodities agrícolas, que é um grande consumidor de recursos naturais, tem efeitos deletérios sobre o meio ambiente e fomenta a concentração de renda. Frente à problemática da segurança alimentar, o livro propõe a transição para a agroecologia, como demanda não só brasileira, mas mundial, rumo a “um futuro alimentar mais saudável... tanto para as pessoas quanto para o meio ambiente”.  

 

 



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