Agricultura urbana une integrantes de hortas de toda a cidade de São Paulo


Publicado em 21/03 às 10h

Por Susana Prizendt        C. P. C. A. P. V. e MUDA-SP

A agricultura urbana tem ganhado cada vez mais impulso, como um modo de resistência ao atual modelo agroalimentar, que faz a desintegração entre as cidades e os campos. Pouco tempo após a conquista de um programa nacional exclusivo para seu fomento, o Programa Nacional de Agricultura Urbana e Periurbana, sua rede de praticantes dá mais um importante passo para que ela se desenvolva de modo ecológico e solidário.

Na maior cidade do país, um conjunto de pessoas e coletivos de todas as regiões, integrados pelo amor ao cultivo urbano, descobriu como fortalecer suas atividades frente aos desafios que o cotidiano da metrópole impõe. Nasceu, assim, a União de Hortas Comunitárias de São Paulo!

A celebração desse nascimento foi realizada de um jeito muito especial: com um  passeio ciclístico pela cidade, visitando algumas das hortas mais simbólicas que ela abriga. Mais de 100 pessoas participaram dessa pedalada, conhecendo melhor a estrutura física e a história de hortas bem ativas, como a da Saúde, a do CCSP, a do Ciclista, a da Faculdade de Medicina da USP, a das Corujas e a do Largo da Batata. Em cada uma delas, foi realizada uma breve conversa com um de seus criadores, trazendo um pouco do universo rural para o dia a dia da cidade.

Formada, inicialmente, por integrantes de 15 hortas paulistanas, a União de Hortas Comunitárias tem como objetivo estimular a troca de experiências mais intensa entre seus integrantes; facilitar a obtenção de insumos para o cultivo, através de aquisições coletivas; batalhar por avanços nas políticas públicas para a agricultura urbana e contribuir para que a população da cidade tenha mais qualidade de vida, saúde e soberania.

Para participar da União (e ser considerada uma horta comunitária), uma plantação no espaço urbano precisa adotar princípios muito claros: cultivar com base na agroecologia, respeitando a natureza e proibindo o uso de venenos ou insumos químicos; ter uma organização democrática e solidária; promover atividades educativas abertas à população e compartilhar as colheitas de modo solidário.

Quem quiser participar dessa teia agrourbana e colocar as mãos na terra, pode procurar a horta mais próxima à sua moradia ou ao seu local de trabalho e se informar quando ocorrem os encontros dos voluntários que cuidam de sua manutenção. Aprender a partir da prática e do contato com quem é apaixonado pelo universo do cultivo é o modo mais saboroso de se tornar um plantador urbano. Colher e comer o próprio alimento é uma conquista que, além de gerar e expressar uma postura mais politizada em relação ao funcionamento insustentável, que predomina em nossa sociedade, proporciona uma satisfação incrível a quem se aventura pelos caminhos do cultivo nas cidades!



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