Para ter acesso à comida mais saudável, evitando os agrotóxicos, veja nossas dicas!


Publicado em 23/01 às 08h

Por Benjamin Prizendt  C. P. C. A. P. V.

Há mais de 10 anos, nosso país detém o título de campeão no uso de agrotóxicos. Aqui são despejados em torno de 20% de toda a produção mundial dessas substâncias venenosas. Estudos científicos, como o Dossiê Abrasco, revelam os intensos impactos negativos que causam na saúde humana e no ambiente.

Numa sociedade globalizada, cada vez mais há a homogeneização do cultivo de espécies comestíveis nos diferentes países que compõem o território do nosso planeta. Milho, soja e cana de açúcar estão entre as plantas mais cultivadas mundialmente e são seus cultivos os que consomem a maior parte dos agrotóxicos produzidos.

O cultivo de espécies que não são típicas dos ecossistemas locais, associado à adoção de grandes monoculturas, é um dos fatores que amplia o uso de agrotóxicos e fertilizantes químicos. A natureza possui uma organização baseada na diversidade de seres vivos convivendo em um ambiente regido pelas estações do ano. Forçá-la a produzir alimentos de modo contrário ao seu funcionamento é promover desequilíbrios que geram problemas no cultivo, como pragas ou falta de fertilidade do solo.

Procure consumir alimentos que são cultivados de forma ecológica, respeitando as características de cada região, através de pequenas plantações em que há a rotatividade de culturas, a adubação natural do solo, a escolha de espécies nativas e o respeito à sazonalidade. Vale destacar que as Plantas Alimentícias Não Convencionais costumam ser mais resistentes e também são uma opção para quem quer fugir dos pesticidas.

Enquanto não conseguimos acabar com os agrovenenos em nosso país, podemos fugir da intensidade de seus efeitos, ao optar por alimentos que foram produzidos agroecologicamente. Assim, além de termos uma vida mais saudável, vamos estimular a preservação ambiental e a economia solidária!



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