Pesticidas neonicotinoides contaminam mel e afetam as abelhas pelo mundo


Publicado em 27/11 às 14h

Por Ana Maria Salomão C. P. C. A. P. V.

Estudos e pesquisas recentes, realizados nos cinco continentes por cientistas e colaboradores voluntários, detectaram a presença de pesticidas, derivados da nicotina, em 75% das amostras de mel analisadas.

Os resultados são impactantes pelo fato de 50% das amostras apresentarem resíduos de duas ou mais substâncias e 15% delas continham um coquetel de quatro ou cinco pesticidas.

O impacto desses coquetéis é desconhecido, pois apenas cinco deles foram analisados e existem 500 para uso nas plantas.

Os níveis de neonicotinoides encontrados nas amostras, embora não sejam considerados de alto teor de toxicidade para os seres humanos, para as abelhas e insetos comedores de folhas são claramente prejudiciais. A redução das colônias de abelhas levou a União Europeia a restringir o seu uso; em alguns países, como a França, eles  estão até vetados.

Aguarda-se que, antes do final deste ano, as autoridades europeias decidam sobre prorrogar a proibição, suspendê-la ou ampliá-la.

As abelhas desempenham um grande papel na natureza, como polinizadoras, sendo responsáveis por uma grande parte da geração de alimentos. Além disso, elas produzem substâncias insubstituíveis: mel, própolis e geleia real, que tem propriedades benéficas para a saúde dos seres humanos.

Para ajudar a impedir que as colmeias de nosso país entrem em colapso, você pode juntar-se a nós na plataforma Chega de Agrotóxicos e assinar a petição pela implantação da PNaRA, a Política Nacional de Redução dos Agrotóxicos. Vamos buscar uma sociedade livre de venenos agrícolas e plena em biodiversidade!

 

 



ASSINE NOSSA NEWSLETTER E RECEBA PROMOÇÕES E CONTEÚDOS EXCLUSIVOS