Projeto Piloto em escola municipal em São Paulo inova ao abordar agroecologia!


Publicado em 27/11 às 14h

Por Susana Prizendt        C. P. C. A. P. V. e MUDA-SP

Nossa sociedade é baseada em uma estrutura na qual as crianças passam ao menos um período do dia em escolas. Cada vez mais, as mulheres trabalham fora de casa, deixando seus filhos (até mesmo bebês) aos cuidados de educadores, que deverão fornecer para eles um conjunto de conteúdos, permitindo que se desenvolvam de modo saudável e possam exercer plenamente sua cidadania.

A importância do ambiente escolar no desenvolvimento social se dá não apenas em relação à formação teórica que seus alunos (futuros profissionais e cidadãos) adquirem no processo de aprendizado, mas também na esfera da saúde pública, da criação de uma identidade cultural e das relações com a natureza.

É nesse contexto, que a agroecologia deve ser uma  importante aliada no processo educacional. Escolas capazes de gerar um ambiente saudável, em que toda a comunidade possa ser acolhida, participando de atividades práticas e experienciando um convívio mais intenso entre seus integrantes e com os elementos naturais, são fatores preciosos para a conquista de uma sociedade mais harmônica.

Desde o fornecimento de uma alimentação de qualidade na merenda (o que possibilita o desenvolvimento físico e cognitivo das crianças), até a realização de vivências em que seja possível desenvolver a compreensão dos ciclos que compõem a vida e como agir favoravelmente a eles, no dia a dia, a introdução de práticas agroecológicas nas escolas é um caminho imensamente rico que pode ser percorrido através de políticas públicas adequadas às realidades locais.

Um projeto pioneiro está sendo desenvolvido em uma escola municipal no Butantã, em São Paulo. Trata-se de uma parceria entre as secretarias municipais do Verde e do Meio Ambiente e da Educação com organizações do setor agroecológico e a comunidade escolar. É uma experiência que visa fomentar um programa mais amplo nas escolas do Município, em sinergia com as diretrizes e metas da Lei da Merenda Orgânica. Saiba mais aqui.

Criação de uma horta de PANCs (plantas alimentícias não convencionais), implantação de composteira e de sistema de captação de água da chuva são ações que estão sendo desenvolvidas no local, em conjunto com funcionários, alunos, pais de alunos e integrantes de coletivos da região. A coordenação do projeto, partilhada entre o MUDA e o Instituto Kairós, também envolve a organização de oficinas de culinária para merendeiras, atividades de educação ambiental para as crianças, palestras com profissionais de nutrição e pesquisadores de fitobiodiversidade, curso de criação artística e comunicação em temas agroecológicos, publicação de cartilhas e formação de biblioteca.

Iniciado em outubro e batizado com o nome de “Viva a Agroecologia!”, o projeto já está inspirando novas iniciativas e abrindo portas para que as escolas públicas possam se tornar espaços vitais para a conquista de uma sociedade mais saudável e solidária!



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