União mundial contra o novo veneno da Monsanto, assine a petição!


Publicado em 23/10 às 13h

Por Benjamin Prizendt  C. P. C. A. P. V.

A sessão “Cuidado Veneno” deste mês comemora uma importante mobilização, realizada através de uma petição pela Avaaz, contra a Monsanto e seu super veneno “dicamba”. Esse veneno se espalha pelo ar e mata as plantações dos terrenos vizinhos em seu caminho, exceto aquelas que usam as sementes transgênicas deles!

Afetados por esse veneno, mais de 1.000 fazendeiros mobilizaram-se para solicitar seu banimento definitivo pelas autoridades de Arkansas (um estado nos EUA que pode finalmente bani-lo).

Como a maioria das multinacionais, corporações que acertadamente são taxadas de psicopatas (1), por seu descompromisso com as pessoas e o meio ambiente, a Monsanto tem se esmerado em criar e espalhar seus venenos e sementes transgênicas resistentes a eles. Aufere, assim, lucros monumentais e, ao mesmo tempo, vai aumentando seu controle sobre nossa comida, as condições de vida dos agricultores quanto à sua saúde e sustentabilidade econômica, e as condições ambientais do planeta no que resta ainda de seus espaços agrícolas.

A petição da Avaaz, que já ultrapassou a marca de um milhão de assinaturas, deve ser encarada como um marco nas mobilizações contra a Monsanto e seus perigosos agrotóxicos. As assinaturas não param de chegar de todas as partes do mundo, numa clara demonstração de que há uma consciência crescente e mundial, de que é necessário parar o envenenamento de nossa comida e garantir o espaço da agricultura orgânica.

O dicamba é considerado um substituto do glifosato, que já perdeu seu efeito, uma vez que as ervas desenvolveram resistência a ele. Tal como ocorre com os antibióticos, a seleção natural propicia a sobrevivência e multiplicação dos mais resistentes e são necessárias drogas, venenos cada vez mais fortes e de maior letalidade. É a prova de que a abordagem “de guerra” não é capaz de enfrentar os meandros da biodiversidade, cuidadosamente elaborada pela natureza ao longo dos milhões de anos de existência da vida neste planeta.

A agricultura agroecológica apresenta, assim, a solução para o convívio harmônico entre nós, seres humanos, e todas as outras entidades que compõem o meio ambiente e partilham de seus recursos. É dessa forma que crescem suas iniciativas, apesar da pressão econômica crescente das multinacionais das sementes e dos venenos. Lutar contra mais essa aberração da Monsanto, barrando-a no Arkansas, é uma antecipação do que teremos que, arduamente, repetir em nosso país que se tornou o local de despejos de agrotóxicos, banidos nos mais diferentes países do mundo2. Para saber mais sobre o que é possível fazer no Brasil, consulte a plataforma www.chegadeagrotoxicos.org.br e se junte às organizações que já estão mobilizadas no combate ao envenenamento de nosso país!

1- A Corporação, livro de Joel BaKan, que demonstra o poder que as multinacionais adquiriram e seu desligamento ético quanto ao impacto de suas atividades.

 



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