Consumo de proteína vegetal e diabetes


Consumo de proteína vegetal e diabetes

Publicado em 13/11/2018 às 15:25



O tipo de proteína da dieta pode ter impacto nas doenças metabólicas como diabetes, e pesquisas recentes têm mostrado que o aumento no consumo de fontes vegetais pode reduzir este risco1.

Um estudo finlandês realizado com 2332 homens mostrou que a substituição de 1 % do consumo energético total de proteína animal por proteína vegetal reduziu em 18% o risco de diabetes mellitus tipo 2.  O consumo de proteínas de ovos também foi correlacionado com redução do risco desta desordem metabólica1.

Em outra análise, conduzida com pacientes diabéticos, observou-se que intervenção nutricional com aumento no consumo de proteínas vegetais - e, consequentemente, aumento no consumo de compostos bioativos advindos destas fontes – gerou reduções significativas no perfil glicídico, bem como aumento na atividade antioxidante. Os autores ainda mostram benefícios na microbiota intestinal, dado que pode contribuir com a redução da inflamação - considerada como fator de risco para o desenvolvimento da doença2.

De forma complementar, um estudo realizado com indivíduos chineses diagnosticados com diabetes, enfatizou que melhorar a qualidade da dieta, com aumento no consumo de fontes proteicas de origem vegetal e redução de proteínas de origem animal, promoveu redução do risco de desordens metabólicas associadas à diabetes, como a obesidade3.

Encontramos diversos alimentos de origem vegetal em nossa rica biodiversidade. Dentre os convencionais, podemos citar as leguminosas – como feijões, lentilha e grão-de-bico – como as principais fontes. Ainda, podemos contar com as plantas alimentícias não convencionais como a ora-pro-nobis e taioba4,5.

Vale ressaltar que com a redução no consumo de proteínas de origem animal também reduzimos alguns impactos no meio ambiente, dado que o processo de produção de carnes é dispendioso para o meio ambiente, por demandar muitos recursos naturais6.

Com base nestes resultados promissores, este consumo deve ser incentivado, dentro de um planejamento adequado e individualizado.

Referências Bibliográficas:

1-VIRTANEN, H.E.K.; KOSKINEN, T.T.; VOUTILAINEN, S. et al. Intake of different dietary proteins and risk of type 2 diabetes in men: the Kuopio Ischaemic Heart Disease Risk Factor Study. Br J Nutr; 117(6): 883-893, 2017. 

2-VERA, I.M.; TAPIA, M.S.; NORIEGA-LOPEZ, L. et al. A dietary intervention with functional foods reduces metabolic endotoxaemia and attenuates biochemical abnormalities by modifying faecal microbiota in people with type 2 diabetes. Diabetes Metab; 2018. doi: 10.1016/j.diabet.2018.09.004.

3-CHEUNG, L.T.F.; CHAN, R.S.M.; KO, G.T.C. et al. Diet quality is inversely associated with obesity in chinese adults with type 2 diabetes. Nutr J; 17(1):63. doi: 10.1186/s12937-018-0374-6.

4-JACKIX, E.; MONTEIRO, E.B.; RAPOSO, H.F. et al. Taioba (Xanthosoma sagittifolium) leaves: nutrient composition and physiological effects on healthy rats. J Food Sci; 78(12):H1929-34, 2013.

5-MACIEL, V.B.V.; YOSHIDA, C.M.P.; GOYCOOLEA, F. Agronomic cultivation, chemical composition, functional activities and applications of Pereskia species – a mini review. Curr Med Chem; 2018. doi: 10.2174/0929867325666180926151615.

6-SALTER, A.M. The effects of meat consumption on globol health. Rev Sci Tech; 37(1):47-55, 2018.


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