Como a nutrição pode reduzir as enxaquecas


Como a nutrição pode reduzir as enxaquecas

Publicado em 01/10/2018 às 14:51



A enxaqueca é uma desordem neurológica, caracterizada por episódios de dor de cabeça intensa e persistente, decorrente de diversos gatilhos – como alterações hormonais, problemas imunológicos e doenças existentes 1,2.

No âmbito nutricional, a alimentação saudável desempenha um importante papel na redução deste sintoma que afeta grande parte da população. Aumentar o aporte de vitamina D, por exemplo, é uma das condutas propostas por alguns estudos. Um recente estudo realizado com pacientes que apresentavam sintomas recorrentes de enxaqueca mostrou que o aumento nos níveis de vitamina D promoveu redução no tempo do sintoma. Desta forma, aumentar o consumo de fontes de vitamina D – como ovos e peixes – pode ser uma interessante estratégia3.

As vitaminas do complexo B também são importantes. Uma análise realizada na Austrália, com mulheres que apresentavam enxaqueca, mostrou positiva associação entre polimorfismo no metabolismo de folato e a severidade dos sintomas. Desta forma, o adequado consumo de folato nestas condições pode reduzir a frequência dos episódios de enxaqueca4. A riboflavina é outra vitamina que ganha destaque, sendo correlacionada com redução da enxaqueca e suas consequências, de forma segura5. Vale ressaltar que a sinergia entre as vitaminas do complexo B é um fator para otimizar os resultados, e podemos encontrar este grupo de vitaminas em frutas, verduras, legumes, cereais integrais e oleaginosas.

De forma complementar, os alimentos anti-inflamatórios desempenham importante atuação na redução de reações inflamatórias – um dos principais gatilhos para o sintoma. Para enfatizar esta importância, um estudo que envolveu o consumo de ômega 3 e curcumina – composto bioativo da Curcuma longa – mostrou redução nas concentrações de marcadores inflamatórios em pacientes que apresentavam enxaqueca, indicando um possível benefício neste contexto6.

Desta forma, a alimentação saudável – bem como a sinergia entre os nutrientes – exerce positivo impacto na redução do risco de enxaqueca e suas morbidades, melhorando a qualidade de vida de pessoas que são afetadas por este sintoma.

Referências Bibliográficas:

1-DIETERICH, M.; OBERMANN, M.; CELEBISOY, N. Vestibular migraine: the most frequent entity of episodic vertigo. J Neurol; 263(Suppl 1): 82-89,2016.

2- LERSEN, J.S.; SKAUG, E.A.; WISLOFF, U. et al. Migraine and endothelial function: the HUNT3 study. Cephalgia; 2016.

3-GAZERANI, P.; FUGLSANG, R.; PEDERSEN, J.G. et al. A randomized, double-blinded, placebo-controlled, parallel trial of vitamin D3 supplementation in adult patients with migraine. Curr Med Res Opin; 28:1-9, 2018.

4- MENON, S.; LEA, R.A.; INGLE, S. et al. Effects of dietary folate intake on migraine disability and frequency. Headache; 55(2):301-309,2015

5-NAMAZI, N.; HESHMATI, J.; TARIGHAT-ESFANJANI, A. Supplementation with riboflavin (Vitamin B2) for migraine prophylaxis in adults and children: a review. Int J Vitam Nutr Res; 85(1-2):79-87, 2015.

6-ABDOLAHI, M.; SARRAF, P.; JAVANBAKHT, M.H. et al. A novel combination of w-3 fatty acids and nano-curcumin modulates interleukin-6 gene expression and high sensitivity C- reactive protein serum levels in patients with migraine: a randomized clinical trial study. CNS Neurol Disord Drug Targets; 17(6): 430-438, 2018.

 


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