O impacto do estresse nas escolhas alimentares


O impacto do estresse nas escolhas alimentares

Publicado em 15/05/2018 às 16:30



O estresse – tanto físico quanto mental – está associado ao desenvolvimento de diversas doenças prevalentes nos dias hoje, responsáveis por uma série de morbidades e por altas taxas de mortalidade. Uma das justificativas para este perfil diz respeito aos padrões alimentares, que podem ser modificados com gatilhos considerados como estressantes ao nosso organismo 1, 2.

Alguns estudos já apontam estas correlações. Uma análise realizada em modelo animal de indução de estresse mostrou aumento no consumo alimentar na condição de estresse crônico, resultado que contribuiu com o aumento no peso. Além disso, os autores verificaram que os animais submetidos ao estresse apresentaram mais disfunções sociais, em comparação ao grupo controle3.

De forma clinica, um estudo realizado com estudantes que completaram um questionário de percepção de estresse indicou que os que se consideravam mais estressados tinham maior consumo de sódio e gorduras saturadas. Com isso, os autores correlacionaram o estresse com mudanças nas escolhas alimentares, que podem causar efeitos deletérios à saúde – como as doenças metabólicas, que podem ser desencadeadas com o alto consumo destes nutrientes4.  

O consumo de açúcar também pode ser afetado em condições estressantes. Uma análise clínica realizada com 19 mulheres mostrou que o consumo de açúcar pode estar associado a fatores compensatórios do estresse, uma vez que os indivíduos considerados mais estressados - a partir de análises de cortisol salivar – apresentaram mais dependência por alimentos açucarados5.  

Com base nestes resultados, pode-se concluir que as escolhas alimentares são influenciadas pelo estresse, sendo interessante ter estratégias que possam minimizar este gatilho, para que as mudanças sejam eficientes.

Por outro lado, alguns alimentos também podem ajudar a modular o estresse – como peixes, vegetais verdes e abacate. Portanto, a alimentação saudável e o estilo de vida menos estressante são grandes aliados para qualidade de vida e redução do risco de diversas morbidades.

Referências Bibliográficas:

1-MANIAM, J.; ANTONIADIS, C.P.; MORRIS, M.J. The effect of early-life stress and chronic high-sucrose diet on metabolic outcomes in female rats. Stress; 18(5):524-37,2015.

2-ULRICH-LAI, Y.M.; FULTON, S.; WILSON, M. et al. Stress exposure, food intake and emotional state. Stress; 18(4):381-99, 2015.

3-GOTO, T.; KUBOTA, Y.; TANAKA, Y. et al. Subchronic and mild social defeat stress accelerates food intake and body weight gain with polydipsia-like features in mice. Behav Brain Res; 270:339-48, 2014.

4-NASTASKIN, R.S.; FIOCCO, A.J. A survey of diet self-efficacy and food intake in studants with high and low perceived stress. Nutr J.; 14:42, 2015.

5-TRYON, M.S.; STANHOPE, K.L.; EPEL, E.S. et al. Excessive sugar consumption may be a difficult habit to break: a view from the brain and body. J Clin Endocrinol Metab; 100(6): 2239-47, 2015.

 


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