A casca da maçã pode reduzir o risco de problemas metabólicos


A casca da maçã pode reduzir o risco de problemas metabólicos

Publicado em 12/01/2018 às 08:55



A maçã é um alimento muito apreciado pela população brasileira, sendo uma excelente fonte de nutrientes e compostos bioativos, que exercem importantes funções no nosso organismo. Dentre os compostos presentes nesta fruta, os polifenois ganham maior destaque, especialmente pela atuação antioxidante que promovem1,2.

Esta importante função tem gerado interesse pelos pesquisadores, que buscam alternativas para reduzir o risco de doenças metabólicas, que influenciam na expectativa de vida da população1,2. Neste contexto, um recente estudo realizado em ratos – induzidos a problemas cardiovasculares com alimentação rica em gordura e frutose - mostrou que a administração de polifenois da casca da maçã, por 28 dias, foi responsável por melhorar a função endotelial e perfil lipídico, concomitante a redução da resistência à insulina3.

De forma clínica, estas correlações também já foram constatadas. Uma análise realizada com 20 indivíduos mostrou que o consumo de suco de maçã por 4 semanas promoveu aumento de marcadores antioxidantes, com redução de moléculas de adesão e parâmetros lipídicos. A partir destes resultados, os autores sugerem o consumo de suco natural de maçã para reduzir o risco de problemas cardiometabólicos4.

Outro estudo, realizado com seis indivíduos, também verificou efeitos promissores com o consumo de maçã. De forma aguda, o consumo de maçã melhorou o metabolismo glicídico, verificado pelo teste de tolerância à glicose. Entretanto, é necessário reforçar que o efeito foi constatado com o consumo agudo, sendo importante observar resultados crônicos para melhor interpretação dos benefícios5.

Com base nestas evidências, o consumo regular de maçã pode ser uma interessante estratégia para reduzir o risco de problemas metabólicos. Vale ressaltar que o consumo deve ser acompanhado de bons hábitos alimentares e de vida, para que os efeitos sejam otimizados.

Referências Bibliográficas:

1-WRUSS, J.; LANZERSTORFER, P.; HUEMER, S. et al. Differences in pharmacokinetics of apple polyphenols after standardized oral consumption of unprocessed apple juice. Nutr J.; 14:32, 2015.

2-LONCARIC, A.; KOPJAR, M.; PILIZOTA, V. Improving the quality of apple purée. J Food Sci Technol; 54(10):3201-3207,2017.

3-TIAN, J.; WU, X.; ZHANG, M. et al. Comparative study on the effects of apple peel polyphenols and apple flesh polyphenols on cardiovascular risk factors in mice. Clin Exp Hypertens; 40(1):64-72,2018.

4-SORIANO-MALDONADO, A.; HIDALGO, M.; ARTEAGA, P. et al. Effects of regular consumption of vitamin C-rich or polyphenol-rich apple juice on cardiometabolic marker in healthy adults: a randomized crossover trial. Eur J Nutr; 53(8):1645-57,2014.

5-MAKAROVA, E.; GÓRNAS, P.; KONRADE, I. et al. Acute anti-hyperglycaemic effects of an unripe apple preparation containing phlorizin in healthy volunteers: a preliminar study. J Sci Food Agric; 95(3):560-8,2015.


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