Alimentos processados e risco de AVE


Alimentos processados e risco de AVE

Publicado em 09/01/2018 às 07:18



O Acidente Vascular Encefálico (AVE) é uma condição atrelada ao sistema cerebrovascular, que apresenta alta prevalência, sendo responsável por altas taxas de morbidade e mortalidade no mundo1.

Embora a senescência ainda seja uma das principais causas desencadeantes de alterações cerebrovasculares, alguns pesquisadores indicam que hábitos alimentares inadequados, ao longo da vida, também podem interferir negativamente na adequada condução do sistema, provocando mais riscos de desenvolvimento da doença2,3.

Neste contexto, o consumo frequente de carnes processadas é relatado como um potente gatilho, uma vez que apresentam altas concentrações de aditivos alimentares, gorduras trans, sódio, nitrato e nitrosaminas, que contribuem com o aumento da inflamação sistêmica2,3

Para verificar esta correlação, uma meta-análise conduzida com 7 estudos prospectivos identificou aumento significativo no risco de desenvolvimento de AVE em pacientes que consumiam, habitualmente, carnes processadas. Os autores também indicam maior tendência de risco com o consumo aumentado de carnes vermelhas4.

Em outra revisão sistemática meta-analítica, que envolveu 9522 casos de AVE, também observou-se que este risco está atrelado ao tipo de carne consumida, sendo as processadas mais associadas a problemas cerebrovasculares. Como conclusão, os autores sugerem a substituição de carnes vermelhas e processadas por carnes brancas – como os peixes – para a redução do risco de AVE5.

Ainda, um recente estudo enfatizou que a restrição no consumo de alimentos processados deve acompanhar hábitos mais saudáveis, com a inclusão de frutas, verduras, legumes, oleaginosas e cereais integrais na rotina alimentar6.  

Portanto, com a adequação e harmonia na alimentação, é possível diminuir o risco de inúmeras condições, que afetam a qualidade de vida.

Referências Bibliográficas:         

1-WOLK, A. Potential health hazards of eating red meat. J Intern Med; 281(2):106-122,2017.

2-LOPEZ-ROMERO, L.; SILVA-SIEGER, F.; GAMBOA-DELGADO, E. Dietary factors associated with stroke: a literature review. Rev Neurol; 63(5):211-8,2016.

3-FESKENS, E.J.; SLUIK, D.; VAN WOUDENBERGH, G.J. Meat consumption, diabetes, and its complications. Curr Diab Rep; 13(2):298-306,2013.

4-YANG, C.; PAN, L.; SUN, C. et al. Red meat consumption and the risk of stroke: A dose-response meta-analysis of prospective cohort studies. J Stroke Cerebrovasc Dis; 25(5):1177-1189, 2016.

5-KIM, K.; HYEON, J.; LEE, S.A. Role of total, red, processed, and white meat consumption in stroke incidence and mortality: a systematic review and meta-analysis of prospective cohort studies. J Am Heart Assoc; 6(9): e005983,2017.

6-DENG, C.; LU, Q.; GONG, B. et al. Stroke and food groups: an overview of systematic reviews and meta-analyses. Public Health Nutr; 16:1-11,2017.

 

 

 

 


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