Fatores de risco nos primeiros 1000 dias de vida


Fatores de risco nos primeiros 1000 dias de vida

Publicado em 27/09/2021 às 10:18



Os primeiros 1000 dias de vida, contados a partir da concepção até os 2 anos de idade, são marcados por intenso crescimento e desenvolvimento. Nessa fase tão fundamental da vida humana, a presença de fatores de risco modificáveis, como tabagismo durante a gestação, ganho de peso gestacional excessivo, consumo de bebidas açucaradas na gestação, duração da amamentação, momento da introdução de alimentos e privação do sono infantil estão associados ao risco subsequente de obesidade na infância. 

 

Com o intuído de avaliar se os riscos também se estendem ao período da adolescência, um ensaio clínico com 1038 pares de mães e filhos investigou a relação entre a presença desses 6 fatores de risco nos primeiros 1000 dias de vida e adiposidade e risco cardiometabólico no início da adolescência.  Os resultados mostraram que a presença de 5 ou 6 desses fatores de risco em comparação com a presença de 0 ou 1 fator de risco foi relacionada com maior risco de sobrepeso/obesidade e risco cardiometabólico no início da adolescência, o que reforça a importância de estratégias preventivas que visem a regulação de hábitos de vida nos primeiros 1000 dias de vida para reduzir os riscos futuros de obesidade e doenças cardiometabólicas. Tais estratégias precisam envolver condutas nutricionais assertivas para os pais, mães e filhos(as), ou seja, para uma adequada programação metabólica, toda a família precisa receber uma alimentação rica em nutrientes e compostos ativos e reduzir a exposição disruptores endócrinos e alimentos ultraprocessados.

 

Os resultados mostraram que a presença de 5 ou 6 desses fatores de risco em comparação com a presença de 0 ou 1 fator de risco foi relacionada com maior risco de sobrepeso/obesidade e risco cardiometabólico no início da adolescência, o que reforça a importância de estratégias preventivas que visem a regulação de hábitos de vida nos primeiros 1000 dias de vida para reduzir os riscos futuros de obesidade e doenças cardiometabólicas. Tais estratégias precisam envolver condutas nutricionais assertivas para os pais, mães e filhos(as), ou seja, para uma adequada programação metabólica, toda a família precisa receber uma alimentação rica em nutrientes e compostos ativos e reduzir a exposição disruptores endócrinos e alimentos altamente processados.


Tais estratégias precisam envolver condutas nutricionais assertivas para os pais, mães e filhos(as), ou seja, para uma adequada programação metabólica, toda a família precisa receber uma alimentação rica em nutrientes e compostos ativos e reduzir a exposição disruptores endócrinos e alimentos altamente processados.

 

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 Referências:

Hu, J. et al. The AmericanJournal of Clinical Nutrition; 113(1): 113-122, 2021.Serpa, Teixeira; Marques. Nutrição ClíSerpa, Teixeira; Marques.

Serpa, Teixeira; Marques. Nutrição Clínica Funcional: da fertilidade à gestação. VP Editora, 2018