Riboflavina e enxaqueca


Riboflavina e enxaqueca

Publicado em 24/08/2021 às 16:32



A enxaqueca é uma condição multifatorial, e dentre suas bases fisiológicas estão a neuroinflamação, o estresse oxidativo, e a disfunção mitocondrial. Nesse sentido, nutrientes que participam da modulação dessas vias são importantes nas condutas nutricionais para a enxaqueca. A riboflavina está envolvida em diversos processos metabólicos, incluindo produção de energia pelas mitocôndrias, modulação da inflamação e estresse oxidativo, dessa forma, pode ser uma aliada na melhora do quadro.

Uma recente revisão avaliou a possível eficácia da riboflavina na enxaqueca com base em estudos experimentais em modelos animais e em evidências clínicas em crianças, adolescentes e adultos. Os dados da pesquisa experimental mostraram níveis aumentados de marcadores de estresse oxidativo e inflamação na enxaqueca, bem como a ação da riboflavina na redução desses parâmetros. Os resultados dos ensaios clínicos analisados corroboraram esses achados, mostrando possíveis efeitos neuroprotetores da riboflavina com base em suas ações antioxidante e anti-inflamatória, o que sugere possível papel na profilaxia da enxaqueca. Os autores reforçam que mais estudos são necessários. 

Diversos nutrientes são fundamentais na modulação da enxaqueca, como as demais vitaminas do complexo B, vitamina D, coenzima Q10, magnésio dentre outros, com indicação baseada nas necessidades e individualidade bioquímica de cada paciente. Para compreender as condutas nutricionais efetivas na saúde cerebral e como prescrever os nutrientes de forma assertiva e segura, conte com o apoio científico e prático das obras Nutrientes aplicados à prática clínica e Suplementação nutricional: guia prático para o atendimento, da VP Editora. 

Referências:

Yamanaka, G. Nutrients; 13(8): 2612, 2021.

Souza, M.; Baptistella, A.B.; Paschoal, V. Nutrientes aplicados à prática clínica. VP Editora, 2018.

Souza, M. Suplementação nutricional: guia prático para o atendimento. VP Editora, 2021.