Suplementação com cacau em pó & saúde óssea


Suplementação com cacau em pó & saúde óssea

Publicado em 25/11/2019 às 16:49



O aleitamento materno fornece todos os nutrientes necessários para o desenvolvimento e crescimento normal. Por outro lado, o desmame precoce pode levar o surgimento de diversas doenças, como obesidade e fragilidade óssea. Desta forma, intervenções nutricionais voltadas para a prevenção destes desequilíbrios são importantes.

Devido a sua alta capacidade antioxidante e anti-inflamatória, o cacau pode atuar beneficamente na redução da adiposidade e manutenção da saúde óssea. O trabalho intitulado “Efeitos da suplementação com cacau em pó nos parâmetros ósseos na prole de ratas wistar submetidas ao desmame precoce” apresentado no XV Congresso Internacional de Nutrição Funcional foi desenvolvido com o objetivo de avaliar os efeitos da suplementação com cacau nos parâmetros ósseos na prole de ratas Wistar submetidas ao desmame precoce. Para a realização do experimento, após o nascimento dos filhotes, as mães e suas ninhadas foram divididas em 4 grupos (1 mãe/grupo; 6 filhotes/grupo), sendo eles: controle (C), controle suplementado com cacau (C+Ca), desmame precoce (DP) e desmame precoce suplementado com cacau (DP+Ca).

Após o desmame, os filhotes foram acompanhados até completarem 90 dias de vida. Após esse período, as medidas de composição corporal e parâmetros ósseos foram determinadas. Foi encontrado que os grupos DP e DP+Ca apresentaram menor massa gorda e menor percentual de gordura corporal. Os grupos C+Ca e DP+Ca apresentaram maior massa magra. Nas propriedades biomecânicas, a força de ruptura do grupo DP+Ca foi menor quando comparado ao grupo C+Ca. Já o grupo DP+Ca apresentou módulo elástico menor que o grupo C+Ca e maior que o grupo DP. Com base nesses resultados obtidos, os autores concluíram que o desmame precoce prejudica a estrutura e resistência femoral e que a suplementação com 10% de cacau em pó é capaz de promover aumento da qualidade óssea em ratas em idade reprodutiva.

Este trabalho foi desenvolvido por alunos e pesquisadores da Universidade Federal Fluminense: Ana Clara Backer Boaretto Solér @anaclaraboarettonutri; Letícia Monteiro da Fonseca Cardoso @letmonteirofc; Igor Gonçalves Nimrichter @igorn.nutri; Rafael Haubrich Santos da Silva @nutrirafahaubrich; Douglas Moreira Muniz @douglasm.nutri; Juliana Arruda de Souza Monnerat @monneratju; Aline D’ávila Pereira @alinedavilap; Nathália da Silva Costa @nathaliasil.costa; Patrícia Pereira de Almeida @almeidappat; Eduardo Silva; Sérgio Girão Barroso @sergiogiraobarroso; Caroline Fernandes dos Santos Bottino @caroline_f_s_bottino; Gabrielle de Souza Rocha @gabriellerocha2.