Sono e doença de Alzheimer


Sono e doença de Alzheimer

Publicado em 16/08/2019 às 09:27



Distúrbios do sono são comuns em pacientes com doença de Alzheimer, sendo o aumento de despertares noturnos, a diminuição do tempo total de sono e do tempo de sono REM associados com a acentuação do declínio cognitivo. Em estudo publicado no último dia 12, pesquisadores evidenciaram que as áreas do cérebro responsáveis pela vigília durante o dia são prejudicadas em estágios iniciais da doença e, por este motivo, pacientes com doença de Alzheimer podem apresentar sono excessivo durante o dia antes mesmo de manifestar os sintomas característicos da doença1.

Os resultados do mencionado estudo, desenvolvido por pesquisadores de universidades americanas em parceria com a Universidade de São Paulo, foram obtidos por meio da análise pós-morte de cérebros de indivíduos com doença de Alzheimer e de indivíduos saudáveis. A degeneração das áreas cerebrais responsáveis pela vigília diurna nos primeiros estágios da doença acontece devido ao acúmulo de proteína TAU, responsável pela formação de emaranhados neurofibrilares que culminam com a morte neuronal. Interessantemente, os pesquisadores encontraram que, naqueles indivíduos com doença de Alzheimer, as regiões cerebrais responsáveis pela vigília durante o dia apresentaram um déficit neuronal de até 75%.  Por esse motivo, as descobertas sugerem que o excesso de cochilos diurnos pode ser um sintoma precoce de doença de Alzheimer. Os pesquisadores da pesquisa atentam para o papel da proteína TAU na etiologia da doença, que, de acordo com o que os estudos recentes têm indicado, é mais relevante do que a proteína β-amiloide1.

Referência bibliográfica:

  1. Jun, O.H. et al. Profound degeneration of wake-promoting neurons in Alzheimer's disease. Alzheimer & Dementia; 2019. Doi: https://doi.org/10.1016/j.jalz.2019.06.3916

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