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Alopecia é a queda ou perda parcial ou generalizada dos cabelos ou pêlos, nas áreas cutâneas em que normalmente se encontram presentes. A perda dos cabelos é um problema estético que afeta proporcionalmente mais homens que mulheres. Apesar de ser considerado um problema cosmético, pode sinalizar problemas clínicos sistêmicos.

Diversos são os fatores que podem iniciar, promover e influenciar o curso da alopecia. A alopecia é uma doença inflamatória, que pode ser causada por diversos fatores, dentre eles destacam-se o stress emocional, crônico e ambiental, bem como traumas físicos ou qualquer situação que estimule o sistema imunológico, como por exemplo, infecções, radiação, febre alta, e exposição aguda aos metais tóxicos. Outros fatores desencadeantes são a puberdade e a menopausa, além de trauma mecânico causado pela utilização de apliques, escovação excessiva ou escovação no sentido inverso ao nascimento dos fios. A seborréia é uma importante e freqüente causa de queda de cabelo, devido ao excesso de lubrificação do cabelo, sendo que a alimentação é um importante fator desencadeante da seborréia, como a ingestão de alimentos ricos em gorduras saturadas e problemas digestivos. Não podemos nos esquecer da alopecia androgenética, que é a calvície de padrão masculina, acometendo 40% a 50% dos homens, causada pelo excesso do metabólito ativo dehidrotestosterona (DHT), que promove a involução no crescimento do folículo capilar.

Dentro das causas clínicas envolvidas com a alopecia incluímos a insuficiência renal crônica, insuficiência hepática, drogas citostáticas, radioterapia, alterações da tireoíde e deficiência de nutrientes, como por exemplo, ferro, zinco ou vitaminas do complexo B, e aminoácidos como a cisteína e a taurina.

Desta forma, uma alimentação saudável, rica em nutrientes antioxidantes pode atuar de maneira efetiva. Existem muitos estudos que relatam sobre o benefício das substâncias antioxidantes e seus metabólitos na pele, mas poucos dados estão disponíveis a alopecia. Dentre os nutrientes estudados, destacam-se a vitamina E, o beta-caroteno e o selênio, que são os maiores antioxidantes nos tecidos corporais. O tratamento com estes nutrientes antioxidantes em pacientes com alopecia pode ser utilizado com o objetivo de diminuir a inflamação dos tecidos da pele e conferir estabilidade nas membranas celulares prevenindo assim a recorrência da queda de cabelo. Além disso, o selênio é importante para a manutenção do sistema imunológico.

A vitamina E está presente em grandes quantidades nas castanhas (amêndoas, pistache, noz, amendoim), além de sementes (semente de girassol) e óleos vegetais. O beta-caroteno está presente em frutas e vegetais de cor amarelo-alaranjada, como a cenoura, mamão, manga, abóbora, etc. As principais fontes de selênio também são as castanhas, principalmente a castanha-do-Pará. Estes alimentos devem ser adicionados como parte de uma alimentação habitual saudável, em associação com outros alimentos benéficos à saúde, que irão promover uma redução da inflamação e a melhora do sistema imunológico. Em alguns casos uma suplementação pode ser necessária, mas vale lembrar que para isso, o nutricionista é o profissional capacitado a identificar as necessidades de cada indivíduo, e indicar os alimentos e suplementos que irão promover o equilíbrio orgânico, e conseqüentemente, atuar no tratamento e prevenção da alopecia.

A banana é produzida na maioria dos países tropicais e é uma das frutas mais consumidas no mundo, tendo o Brasil como o segundo maior produtor e o primeiro consumidor mundial. As variedades mais difundidas no Brasil são: Prata, Pacovan, Prata-anã, Maçã, Mydore, Terra e D’ Angola, além da Nanica e Nanicão voltadas principalmente à exportação. A banana é considerada hoje uma das principais fontes de amido na dieta. Mas além de sua concentração de carboidratos e energia, também apresenta elevadas proporções de vitaminas e minerais.

A banana ainda verde é considerada um alimento funcional pois, quando cozida, apresenta alto conteúdo de amido resistente presente na polpa da fruta. O benefício do amido resistente é similar ao da fibra alimentar, sendo que este não é digerido e absorvido no intestino delgado, podendo ser fermentado no intestino grosso, produzindo substâncias que servem como fonte de energia para a produção das bactérias benéficas do nosso intestino, além de manter a integridade da mucosa do nosso intestino, que é responsável pela absorção adequada dos nutrientes e pela barreira da entrada de substâncias maléficas. Desta forma, o consumo de banana verde auxilia no trânsito intestinal adequado, atuando na prevenção e tratamento de quadros como diarréia e constipação, além de prevenir o desenvolvimento de doenças como o câncer de intestino.

Além de contribuir para a saúde do intestino, a banana verde exerce outros efeitos benéficos ao organismo. A banana verde é considerada um alimento de baixo índice glicêmico, ou seja, sua digestão e absorção são mais lentas, e assim a quantidade de glicose liberada no sangue ocorre gradativamente, mantendo os níveis de glicose no sangue controlados, e reduzindo a necessidade de liberação de insulina para que esta glicose entre na célula, contribuindo então para a prevenção do desenvolvimento de diabetes, além do acúmulo de gordura corporal, devido ao aumento da saciedade promovido pelo amido resistente. Os estudos indicam que o consumo de amido resistente também atua na redução do colesterol, pela redução de sua produção pelo fígado, e pelo aumento da sua eliminação pelos ácidos biliares. Desta forma, a banana verde pode também ter uma importante função na prevenção do desenvolvimento de doenças do coração.

A banana verde na forma cozida é apropriada ao preparo de subprodutos como a biomassa e a farinha de banana verde, que são utilizadas para a confecção de bolos, biscoitos e outras massas, substituindo a farinha de trigo. Além disso, você pode adicionar a biomassa da banana verde em sucos de frutas e vitaminas. O preparo da banana verde é simples e pode ser feito em casa. Veja como preparar a biomassa:

1. Lave as bananas verdes com casca, uma a uma, utilizando esponja com água e sabão e enxágüe bem;
2. Em uma panela de pressão com água fervente (para criar choque térmico), cozinhe as bananas verdes com casca, cobertas com água por 20 minutos;
3. Desligue o fogo após os primeiros 8 minutos, e deixe que a pressão continue cozinhando as bananas;
4. Espere o vapor escapar naturalmente. Não force o processo abrindo a panela debaixo da torneira, por exemplo;
5. Ao término do cozimento, mantenha as bananas na água quente da panela;
6. Vá aos poucos tirando a casca da polpa, que deve ser passada imediatamente no processador. É importante que a polpa esteja bem quente, para não esfarinhar;
7. Coloque a quantidade desejada da polpa cozida quentíssima no processador;
2. Processe até obter uma pasta bem espessa;
3. Se não for utilizar imediatamente, guarde a polpa em saco plástico. Essa polpa pode ser guardada por 3 a 4 meses no congelador, mas necessitará de um reprocessamento.

Abaixo segue um exemplo de uma receita saudável em que a biomassa pode ser adicionada:

Suco funcional:
- Suco de 1 laranja
- 1 folha de couve
- 100 ml de suco de uva
- 1 colher de sopa de linhaça
- 1 colher de sopa da biomassa de banana verde
Bata os ingredientes no liquidificador e consuma este suco energético no café da manhã.

A vitamina C é um nutriente que, em conjunto com diversos outros nutrientes, faz parte do sistema imunológico, e já foi verificado que em resfriados existe uma excreção maior dessa vitamina, mostrando que apesar de a suplementação não ser necessária segundo alguns estudos, isso não quer dizer que não seja um nutriente essencial para o sistema de defesa.

Além disso, a vitamina C pode atuar de maneira efetiva no combate ao envelhecimento. Nosso corpo entra em contato com muitos agentes estressantes como agrotóxicos, produtos químicos, poluição, estresse emocional, e tudo isso produz radicais livres que atacam diversas estruturas do corpo inclusive células da pele, com isso você acelera o envelhecimento. A vitamina C é um antioxidante que previne a ação dos radicais livres, evitando assim um envelhecimento precoce. Porém, não podemos esquecer que a vitamina C é uma das dezenas de substâncias antioxidantes que conhecemos.

A vitamina C ainda tem importante ação no auxílio da absorção do ferro não-heme, que encontramos principalmente nos produtos de origem vegetal, como o feijão, lentilha, vegetais verdes escuros, etc. A vitamina C faz uma ionização de minerais, e essa ionização deixa esses nutrientes numa forma mais facilmente absorvida pelo organismo. Mas, para observar essa ação, a vitamina C deve ser ingerida na mesma refeição em que há alta ingestão de ferro.

A vitamina C possui ainda vários benefícios ao organismo:
- Atua como co-fator ou co-substrato de diferentes enzimas, isso quer dizer que sem a vitamina C essas enzimas não terão um funcionamento adequado;
- Conversão do colesterol em ácidos graxos biliares, ou seja, retira o colesterol que temos no organismo e o transforma em uma enzima que vai auxiliar na digestão alimentar;
- Ação antioxidante;
- Ajuda a “economizar” a vitamina E.

Alguns exemplos de alimentos ricos em vitamina C são as frutas cítricas (laranja, mexerica, limão), mamão papaia, morango, kiwi, melão, tomate, manga, etc. Porém, deve-se tomar cuidado com a forma de consumo destes alimentos, pois a vitamina C é rapidamente perdida na cocção. A estocagem de alimentos frescos por longos períodos também reduz significativamente a concentração desta vitamina. Portanto, o consumo de alimentos frescos in natura da época, é o que mais garante o consumo adequado de vitamina C.

Para determinar a necessidade do indivíduo suplementar-se com essa vitamina o ideal é passar por uma consulta com um nutricionista que através de sinais e sintomas, que irá conseguir traçar a melhor estratégia pra cada um, bem como o nutricionista é o profissional capacitado para avaliar se realmente há necessidade de suplementação, ou se é possível suprir as necessidades de vitamina C pela ingestão de alimentos.

Independente da intenção do consumo da vitamina C, ela deve ser consumida em dosagens fracionadas, num intervalo de tempo de aproximadamente 3h ao longo do dia. Isso porque essa vitamina é hidrossolúvel, isso quer dizer que ela tem afinidade com água, sendo assim, aos poucos ela é excretada pela urina, então ela não é armazenada no organismo e sua concentração vai diminuindo com o passar das horas, por isso tem que ser consumida várias vezes ao dia.

Os suplementos vitamínicos são muito mais necessários do que se imagina, mas só devem ser utilizados com a indicação de um profissional capacitado, de uma forma que seja considerada a sua forma química, a interação do nutriente com outros nutrientes, interação com medicamentos que são utilizados por cada paciente, a qualidade de digestão do indivíduo, horário de consumo, e não da forma que encontramos para comprar. Muitas vezes estamos com o corpo desequilibrado do ponto de vista nutricional, necessitando de uma suplementação de vitaminas e minerais, mas o que se encontra são pessoas sem a suplementação necessária, ou com suplementações mal feitas, com nutrientes pouco disponíveis, sem acompanhamento nutricional e o pior de tudo, podendo piorar o quadro do paciente. Por isso, a individualização é essencial e deve ser acompanhada por profissionais competentes.

A síndrome dos ovários policísticos (SOP) é uma das desordens endócrinas mais freqüentes em mulheres na idade reprodutiva, com prevalência de 6 a 10%. Estima-se que, no mundo, cerca de 105 milhões de mulheres entre 15 e 49 anos de idade apresentam a SOP. O quadro clínico da SOP é variável, mas, em geral caracteriza-se por produção excessiva de pêlos e/ou acne, com ausência de ovulação associada a distúrbio menstrual e infertilidade. A SOP é um importante fator de risco para o desenvolvimento de diabetes mellitus do tipo 2 (devido a resistência a ação da insulina que este grupo apresenta), doenças cardiovasculares (DCV), obesidade, infertilidade e câncer do endométrio. Além disso, pelo menos 50% das mulheres com SOP são obesas. Desta forma, seu tratamento e prevenção são essenciais para garantir saúde e qualidade de vida.

A Nutrição Funcional é uma ferramenta muito importante para as mulheres que apresentam a SOP, pois é possível identificar quais são as alterações bioquímicas e clínicas que a paciente apresenta. É realizado um atendimento profundo e globalizado para identificar alterações orgânicas que aparentemente não tem relação com a síndrome. Por exemplo, um intestino desregrado leva a um estado chamado de disbiose intestinal, então, tanto alguém com intestino preso, ou que freqüentemente tem fezes amolecidas pode ter esta condição que leva à um estado de inflamação no organismo que piora a ação da insulina. Logo, melhorando a integridade intestinal já seria um ótimo começo de tratamento para estas mulheres. Além disso, a redução do peso corporal em apenas 5% já mostra ser eficaz na redução da resistência à insulina, melhora a função menstrual, reduz os níveis de testosterona e melhora os sintomas de do crescimento de pêlos e acne.

Não existem muitos estudos que indicam como deve ser a realizada a alimentação em indivíduos com SOP, porém acredita-se que deve ser realizada a vigília constante do peso com a adoção de uma dieta rica em fibras, além de evitar o excesso de proteína e gorduras saturadas e trans (ou seja, não exagerar no consumo de carnes, leite e derivados, e evitar ao máximo os produtos industrializados que costumam ter grande quantidade de gordura saturada e/ou trans). A qualidade da gordura também influencia muito, portanto devemos preferir sempre as oleaginosas (castanhas, avelãs, nozes, etc.), preparações cozidas, ensopadas, utilizar óleo de canola pra cozinhar e adicionar azeite de oliva extra-virgem em pequena quantidade ao final da preparação. Desta forma, será consumida uma qualidade de gordura que terá benefícios para a SOP e para a saúde em geral.

Fracionar a refeição em menores quantidades é uma das primeiras atitudes a ser mudada. Então, consumir entre 5 e 6 refeições em média por dia, com intervalos de mais ou menos 3 horas, dependendo do caso é fundamental, pois isso irá manter uma glicemia contínua que vai fazer o corpo ter uma resposta de insulina mais constante melhorando e evitando futuros problemas associados à síndrome.

Estas recomendações podem estar associadas ou não a uma suplementação de micronutrientes e outros componentes que melhoram a sensibilidade a insulina, como zinco, cromo, magnésio, vitamina E, N-acetilcisteína, inositol, ácido alfa lipóico, óleo de peixe e vanádio. Entretanto, a utilização destes suplementos e suas dosagens são extremamente particulares e não devem ser suplementados sem o acompanhamento de um nutricionista, que é também o profissional capacitado a orientar quais são os alimentos e suplementos ideais a serem consumidos para cada mulher com esta síndrome.

Existem evidências que indicam que a ingestão de nutrientes promove melhora no desempenho da memória e na função cognitiva quando possuem uma dieta deficiente de nutrientes.

Estudos indicam que a alimentação desde o nascimento é fundamental para um bom desempenho do nosso sistema cognitivo e de nossa memória. Pesquisam indicam que crianças que recebem leite materno apresentam desenvolvimento cognitivo maior do que as que receberam fórmulas infantis.

Além disso, um estudo analisou a alimentação de mais de 1000 pessoas e foi associada com problemas neurológicos, e verificou que a deficiência de ácido fólico, assim como níveis aumentados de homocisteína no sangue (que pode indicar deficiência de ácido fólico, vitamina B6 ou B12), são fatores de risco para o desenvolvimento de demência e doença de Alzheimer.

Além disso, pesquisadores verificaram que pacientes com diabetes que tinham controle dos níveis de glicose do sangue apresentavam melhor desempenho cognitivo em comparação aos pacientes com níveis de glicose desequilibrados, o que reforça a necessidade de uma alimentação fracionada, ingerindo alimentos a cada 3 horas, em menor quantidade.

Além de uma alimentação fracionada, é importante seguir uma alimentação equilibrada em nutrientes e compostos bioativos, que irão promover um equilíbrio do organismo, fazendo com que todos os nossos órgãos trabalhem adequadamente, além da memória. Quando não for possível através da alimentação atingir as recomendações necessárias dos nutrientes, uma suplementação pode ser uma estratégia eficaz para otimizar a nossa memória, lembrando que esta suplementação, bem como as orientações alimentares devem ser realizadas por um nutricionista capacitado.

Não existe um consenso nos estudos sobre determinados alimentos que possam ajudar a prevenir perdas cognitivas e de memória, mas existem alguns nutrientes que parecem ter funções importantes, e é a partir destas informações que devemos buscar alimentos fonte destes nutrientes, sendo que o seu consumo deve ser diário. São eles:

- Vitamina C: exerce atividade antioxidante - mamão, melão, laranja, água de coco;
- Vitamina E: também é antioxidante e parece ter ação benéfica secundária aos benefícios deste nutriente contra doenças vasculares - abacate, óleo de girassol, peixes;
- Vitamina A e beta-caroteno: são antioxidantes e regulam a expressão de nossos genes - carne, cenoura, batata doce, abóbora, tomate, brócolis;
- Ácido fólico: atua como co-fator de reações que influenciam o desempenho cognitivo - feijão, batata, brócolis, vagem;
- Vitamina B6: atua como co-fator de reações que influenciam o desempenho cognitivo - frango, banana, cereais integrais, semente de gergelim;
- Vitamina B12: também atua como co-fator de reações que influenciam o desempenho cognitivo - carnes, ovos, leite;
- Ácidos graxos poliinsaturados: regulam a energia na região cerebral e são componentes da estrutura das células nervosas e da bainha de mielina que auxilia na rapidez com que as informações são transmitidas de uma célula para outra - azeite de oliva, óleo de canola, linhaça;
- Colina: a colina é precursora da fosfatidilcolina que é importante na sinalização celular e da fosfatdilserina, que está associada com melhora da depressão e da função cognitiva. Tem importante função cerebral essencial para o desenvolvimento dos fetos, protege contra defeitos do tubo neural e da memória - gema de ovo;
- Ferro: sua deficiência diminui o fornecimento de energia e oxigênio ao cérebro - carnes, feijão, lentilha, damasco;
- Boro: sua deficiência diminui a atividade cerebral e o desempenho cognitivo, mas seu excesso pode ser tóxico - amêndoas, frutas secas, suco de uva, feijão, água (dependendo da procedência);
- Zinco: impede a aceleração do envelhecimento do cérebro - carne, frango, peixe, cereais integrais, feijão, soja, lentilha;
- Carboidratos integrais: mantém glicose no sangue, principal fonte de energia do cérebro - arroz integral, aveia, farinha integral.

As oleaginosas (amendoim, castanha do Brasil, castanha de caju, avelã, amêndoas, nozes, pistache, etc.) podem exercer diversos benefícios a nossa saúde, quando ingeridas em associação a uma alimentação saudável. Seu papel benéfico é devido sua composição, pois são ricas em ácidos graxos monoinsaturados que auxiliam o controle dos triglicérides, do colesterol total, do LDL-c (colesterol ruim), desta forma diminuindo o risco de desenvolvimento de doenças do coração. Além disso, as oleaginosas são ricas em outros nutrientes essenciais para o equilíbrio do nosso organismo, como a vitamina E, selênio e manganês, que exercem diversas funções em nosso organismo, além de atuarem como potentes antioxidantes, removendo os radicais livres produzidos em excesso pelo nosso organismo. As oleaginosas também são ricas em magnésio, que participa de inúmeros processos em nosso organismo, como a adequada entrada de cálcio nos ossos, contração muscular, ação antiinflamatória, e regulação da pressão arterial. A arginina, também presente em quantidades interessantes nas oleaginosas, atua como importante vasodilatador, contribuindo para a redução do risco de desenvolvimento de doenças do coração.

Estudos indicam também que devido aos seus nutrientes, as oleaginosas auxiliam a destoxificação de toxinas, além de auxiliar a recuperação de danos celulares, e por estes mecanismos, podem atuar como importantes ferramentas na prevenção do câncer. Além disso, o consumo destes alimentos auxilia no fortalecimento de ossos e músculos, pois são ricos em magnésio e manganês, que auxiliam na manutenção da estrutura e equilíbrio da massa óssea e muscular.

As oleaginosas podem também ser importantes coadjuvantes na prevenção e tratamento da obesidade, pois pela sua qualidade nutricional, auxiliam o reequilíbrio orgânico, melhoram a resposta de destoxificação, que elimina toxinas causadoras do aumento de peso e obesidade, além de serem antiinflamatórias. Ou seja, a soma destes fatores e ações auxilia o emagrecimento.

Entretanto, as oleaginosas devem ser introduzidas na alimentação com cautela, pois existem pessoas hipersensíveis às oleaginosas, podendo levar ao aparecimento de alguns sintomas como baixa da imunidade, acne, aparecimento de herpes, etc. A quantidade também dependerá dos outros componentes da alimentação, pois é preciso equilibrar a quantidade de nutrientes e proporção entre as gorduras saturadas, monoinsaturadas e poliinsaturadas. Normalmente uma variedade de 5 castanhas ao dia já traz muitos benefícios, entretanto, em uma única castanha-do-Brasil já possui a quantidade de selênio necessária para todo o dia, então, o ideal seria uma variedade entre as oleaginosas e não o consumo de uma fonte única.

As oleaginosas são muito versáteis e combinam com qualquer sabor. Por exemplo, podemos fazer algum bolo integral com nozes, ou picar e adicionar ao arroz junto com uva passas, ou consumir em conjunto com frutas, ou até mesmo uma porção de oleaginosas sortidas, que pode ser um dos lanches intermediários do dia-a-dia.  Ou seja, o que vale é a criatividade para colocar as oleaginosas na nossa alimentação!

O envelhecimento da pele ocorre devido a fatores genéticos e a fatores ambientais, sendo que a alimentação é a opção mais facilmente modificável, que pode auxiliar a combater os radicais livres produzidos pelo estresse do nosso dia-a-dia.

Dependendo do estilo de vida que temos, produzimos cada vez mais radicais livres e o excesso desta produção danifica as células do nosso corpo, inclusive as células da pele, levando ao envelhecimento.

Sendo assim, a alimentação é muito importante para combater o envelhecimento, tanto dos nossos órgãos, quanto da nossa pele. Isto ocorre porque a produção de radicais livres é reduzida quando você retira da alimentação substâncias que aumentam a sua produção, como por exemplo aditivos químicos como corantes, conservantes, emulsificantes, acidificantes e muitos outros, excesso de gorduras saturadas e trans ou ainda alimentos com calorias vazias, ou seja, possuem calorias mas não outros nutrientes benéficos. Estas substâncias são encontradas em grande quantidade em produtos industrializados de uma maneira geral e fast foods.

Além disso, através de uma alimentação adequada, nossas células irão receber os nutrientes que vão neutralizar a ação negativa dos radicais produzidos por qualquer causa, seja pela poluição, excesso de atividade física, estresse, ou mesmo os danos provocados pelos radicais produzidos normalmente pelo nosso organismo. Desta forma a alimentação efetivamente pode diminuir o risco do desenvolvimento envelhecimento precoce.

Além deste benefício, não só a pele ficará mais bonita, assim como haverá um bom funcionamento de todo seu organismo, então, se alimentar bem trará ainda mais disposição e bem-estar e te proporcionará um equilíbrio orgânico em que você se sentirá melhor como um todo, diminuindo o risco inclusive de doenças mais graves como diabetes, doenças cardíacas, câncer, ou mesmo um intestino preso. E este estado vai facilitar uma vida sem estresse e com maior ânimo para práticas esportivas, melhorando ainda mais a saúde e a pele.

Este benefício será proporcionado quando estes alimentos benéficos são ingeridos em equilíbrio nas refeições durante o dia. Isto ocorre porque nosso organismo é dinâmico, portanto devemos nutrir nossas células freqüentemente, ou seja, é importante colocarmos em prática a ingestão de alimentos a cada 3 horas para prevenir também o envelhecimento precoce.

Existem alguns exemplos de alimentos que podem ajudar a nutrir nossas células e diminuir o risco do envelhecimento precoce, lembrando que a melhor opção vai depender de cada indivíduo, portanto, o ideal é procurar o aconselhamento de um nutricionista capacitado. São eles:

- Açaí: Rico em fitoquímicos como as antocianinas e proantocianinas que são importantes antioxidantes. Ingerir de meia a uma porção por dia.
- Aveia: Contém beta-glucanas que diminuem o desenvolvimento da inflamação cutânea, diminuindo o processo inflamatório que eleva o estresse orgânico, produzindo mais radicais livres. Consumir 1 colher de sopa de aveia por dia.
- Chá verde: Riquíssimo em catequinas e polifenóis, melhora a formação de colágeno e inibe o aparecimento de células cancerígenas na pele. Ingerir de 3 a 4 xícaras de chá por dia, de preferência longe das refeições. Evite consumir o chá verde no período noturno pois possui cafeína e pode alterar o sono.
- Gergelim: rico em antioxidantes, diminuindo os danos causados pelos radicais livres na pele. Consumir 1 colher de sopa por dia.
- Soja: Possui isoflavonas que diminuem o processo inflamatório da pele. O extrato de soja também pode aumentar a síntese de colágeno, o que pode retardar o envelhecimento cutâneo. Para garantir todos seus efeitos tem que ingerir 25g de proteína da soja.
- Tomate, goiaba e melancia: ricos em licopeno (confere a coloração vermelha aos alimentos), possui atividade antioxidante e auxilia na prevenção de alguns tipos de câncer. Também diminui o processo inflamatório. Consumir duas porções ao dia, de preferência cozidos ou processados para melhor aproveitamento do licopeno.

O cálcio é extremamente importante para o organismo, pois age como mensageiro no nosso corpo, o que permite que as células respondam a diversos estímulos. Além disso, faz parte da mineralização óssea, ativa enzimas e auxilia na hidrólise (quebra) de nutrientes, participa da contração muscular e também auxilia no tratamento e prevenção da obesidade. As principais fontes de cálcio são: gergelim, amêndoas, melado, soja, vegetais verdes folhosos escuros, tofu, feijões, brócolis entre outros.

O cálcio está relacionado com o controle do peso corporal da seguinte forma: o aumento do consumo de cálcio diminui o hormônio PTH e a vitamina D, substâncias essas que diminuem a concentração de cálcio dentro da célula facilitando a quebra de gordura corporal, e auxiliando o emagrecimento. Assim como o contrário é verdadeiro, a deficiência de cálcio pode levar a formação de gordura corporal.

Outro fator que pode fazer com que o cálcio intracelular favoreça o acúmulo de gordura é a deficiência de magnésio, sendo que a maioria das pessoas consome poucas fontes deste mineral (presente na semente de abóbora, amêndoas, avelã, castanha-do-Brasil, caju, tofu, amendoim, nozes, pistache, melado, semente de girassol, chocolate sem açúcar, acelga cozida, alcachofra inteira cozida, espinafre, feijão preto, quiabo, etc.) Mas cuidado, todo excesso é prejudicial, inclusive de cálcio, pois o excesso pode levar a problemas renais e desequilíbrio com outros minerais, prejudicando a saúde como um todo.

É importante lembrar também que o emagrecimento depende de inúmeros fatores. Por exemplo, o leite de vaca que muitas pessoas usam pra obter cálcio, está bastante associado com hipersensibilidade alimentar, apesar de a maioria das pessoas não saber que possuem esta sensibilidade. O consumo deste alimento e seus derivados pode estar associado com rinites, sinusites, bronquites, celulites, dores de cabeça, depressão entre outros, em pessoas sensíveis. Nestes casos temos o aumento da inflamação no organismo que leva a um estado conhecido como resistência à insulina, que prejudica o emagrecimento. Assim, apesar de conter cálcio, em pessoas com hipersensibilidade o cálcio do leite não terá esse efeito benéfico na regulação do peso corporal. Portanto, a individualidade bioquímica deve ser avaliada por um nutricionista capacitado, e é neste sentido que a Nutrição Funcional vem trabalhando.

Algumas dicas para aumentar o consumo e a absorção de cálcio:
- Diminuir a ingestão de sal: cada 500mg de sódio, excretam 10mg de cálcio e 1g de sódio excreta de 20 a 40 mg de cálcio.
- Não consuma proteínas em excesso: cada grama de proteína excreta 1,75mg de cálcio.
- Cuidado com o excesso de gordura: pode aumentar excreção de cálcio.
- Excesso de cafeína: diminui a retenção de cálcio no organismo de pessoas com dieta pobre em cálcio e aumenta a excreção de cálcio em mulheres na menopausa.
- Evitar ingerir fontes de cálcio com excesso de ferro porque estes nutrientes interagem entre si, diminuindo a absorção do cálcio.
- Evitar consumir fontes de oxalato, por exemplo, o chocolate, no mesmo horário que as fontes de cálcio, pois eles se ligam e são excretados nas fezes, diminuindo seu aproveitamento.
- Tenha uma alimentação equilibrada, pois a ação em conjunto dos nutrientes é que vai fazer o cálcio ser bem aproveitado e realizar suas funções.

O corpo humano é composto por cerca de 70% de água, devido ao seu importante papel em nosso organismo. Sem água não há vida. A todo instante temos diversas reações químicas ocorrendo no nosso organismo, sendo que muitas dessas reações necessitam de água. Essas reações dependentes de água são vitais para manter o organismo em equilíbrio. Além disso, a todo instante eliminamos água do nosso corpo, seja pelo suor (para manter o controle da temperatura corporal), urina ou até mesmo pela respiração. Portanto, a hidratação adequada é fundamental para o funcionamento do nosso corpo em harmonia, e para isso a ingestão de líquidos deve ser constante e ao longo do dia, pois já que utilizamos tanto esta substância, precisamos freqüentemente repor o líquido que perdemos.

A água ingerida é absorvida, e pela corrente sanguínea vai sendo distribuída com os outros nutrientes para todas as células do nosso organismo, com isso ela chega à células que formam os nossos órgãos e tecidos, hidratando e nutrindo estas células, proporcionando um funcionamento adequado dos nossos órgãos, além de manter pele e cabelos hidratados.

Além disso, a ingestão de água, associada com o consumo de fibras, é essencial para um bom funcionamento do intestino. As fibras em contato com a água aumentam de tamanho, auxiliando a formar um bolo fecal mais volumoso, que aumenta a velocidade dos movimentos intestinais para eliminar as fezes, garantindo assim um funcionamento intestinal regular. Além disso, o intestino é responsável também pela eliminação de toxinas do organismo, processo este que também necessita de água para seu funcionamento adequado.

A recomendação média de ingestão de líquidos é por volta de 2 a 3 litros de líquido ao dia, porém devemos lembrar que estas necessidades são individuais. É importante que as pessoas criem o hábito de ingerir sempre água. Para se habituar com este consumo, podemos começar a ingerir, por exemplo, alimentos que contenham mais líquidos como as frutas ou sucos de frutas, legumes e verduras, além de chás, ou até mesmo apenas colocar folhas de hortelã ou alecrim na água para ela ficar com um sabor leve a fim de estimular o consumo de água, até que a ingestão de água se torne habitual. É importante evitar a adição de açúcar e adoçantes artificiais nestes líquidos.

Além disso, é importante destacar que não devemos considerar e incorporar alimentos como refrigerantes e sucos industrializados como parte da hidratação, pois estes alimentos carregam junto com a água substâncias que são prejudiciais ao nosso organismo. Devemos também evitar o consumo de bebidas isotônicas como parte da ingestão diária de líquidos, pois estas bebidas apresentam indicações específicas, como a reposição de minerais para atletas e em caso de desidratação por vômitos e diarréia. A ingestão excessiva destas bebidas pode levar a um desequilíbrio orgânico, com danos ao rim, que é órgão responsável por filtrar os nutrientes e a água presentes nos alimentos e bebidas para serem eliminados na urina.

Sendo assim, garantindo uma ingestão adequada de água, associada a uma alimentação balanceada, e mantendo hábitos de vida saudáveis, garantiremos nosso corpo em equilíbrio para vivermos com saúde e qualidade de vida, com energia e disposição para executarmos nossas atividades diárias.

Muito tem se falado sobre os alimentos afrodisíacos, que são conhecidos por auxiliarem na libido e até mesmo na potência sexual de homens e mulheres. Porém, Não existem comprovações científicas que garantem que determinado alimento tenha ação afrodisíaca, mas sim sabe-se que os nutrientes contidos nestes alimentos auxiliam no desempenho sexual por exercerem diversas ações no nosso organismo.

Portanto, alguns alimentos são considerados afrodisíacos pois apresentam quantidade interessante de nutrientes que, em quantidades adequadas, promovem a produção normal dos hormônios sexuais, e além disso, podem ter ação estimulante. Por exemplo, alimentos ricos em arginina, como cereais integrais e oleaginosas, irão promover um aumento do fluxo sanguíneo do pênis devido a vasodilatação promovida, e evitando também o risco de impotência sexual. Além disso, alimentos fonte de zinco, como as ostras, castanhas, semente de abóbora, e chocolate amargo, promovem a modulação dos níveis de testosterona e da produção de esperma, além de aumentar a performance muscular e o tempo de vida dos espermatozóides. Alguns alimentos como o cacau, ginseng e a catuaba, também são considerados afrodisíacos por conter uma substância chamada feniletilamina, que fornece a sensação de prazer.

Alguns exemplos de alimentos considerados afrodisíacos e suas ações:
- Frutos do mar (ostras principalmente): ricos em zinco, que contribui para a formação de testosterona e do esperma;
- Chocolate: aumenta a produção de serotonina que dá sensação de prazer e felicidade, e possui ainda propriedades estimulantes;
- Alimentos picantes: aumentam a freqüência cardíaca e a produção de suor, semelhante às reações provocadas pela relação sexual;
- Pimenta Cayenna: atua como agente excitante por estimular a circulação;
- Tomate: auxilia na síntese de hormônios sexuais e aumenta a fertilidade;
- Banana: rica em magnésio, importante por promover a vasodilatação das artérias e aumentar o desempenho sexual, além de auxiliar na produção de serotonina, atuando na sensação de felicidade;
- Gengibre: devido sua ação estimulante do sangue, auxilia na prolongação da  função erétil;
- Café: por ser rico em cafeína, possui interessante ação estimulante. Hipertensos devem consumir com  moderação e procurar a orientação de um nutricionista.

Muitas frutas consumidas regularmente em nossa alimentação também são consideradas afrodisíacas, como: abacate, banana, côco, romã, maçã, pêra, uva, entre outros. Muitas frutas estão associadas ao prazer e a fertilidade, e muitas vezes suas formas são associadas com o corpo feminino.

Porém, é importante lembrar que alguns alimentos devem ser evitados, pois exercem ação contrária aos alimentos afrodisíacos, como:
- Frituras, doces e carnes: devido ao seu conteúdo de gordura, que impede a circulação adequada de sangue e dificulta a digestão;
- Bebida alcoólica em excesso: pode causar impotência;
- Brássicas (couve, repolho, couve-flor, etc) e leguminosas como o feijão: devido ao seu teor de fermentação, podem provocar flatulência.

Não podemos esquecer que devemos sempre aliar estes alimentos considerados afrodisíacos a uma alimentação habitual saudável para garantir estes efeitos. Um nutricionista especializado é sempre o profissional indicado a orientar estas mudanças na alimentação para garantir um estado de saúde ótimo, com conseqüente saúde sexual.