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ALIMENTAÇÃO INFANTIL E DEPRESSÃO: OS ALIMENTOS SAUDÁVEIS PODEM CONTRIBUIR COM O HUMOR DAS CRIANÇAS?

Uma matéria publicada em abril de 2009 na revista Época evidencia que as crianças que se submetem a alimentação com constante consumo de fast food estariam mais propensas a desenvolver um quadro de obesidade, porém este tipo de alimentação as deixaria mais felizes e conseqüentemente com menores riscos de desenvolvimento de quadros depressivos. A matéria afirma ainda que pouco se sabe sobre a relação entre o consumo de fast food e refrigerantes com a felicidade, e que os pesquisadores das Universidades de Nacional de Taiwan e Arkansas, nos Estados Unidos atribuíram a importância da pesquisa para que os pais e os médicos trouxessem novas formas de satisfação durante a reeducação alimentar de forma a não prejudicar o bem estar emocional das crianças.

Por outro lado, não é de agora que pesquisas evidenciam a estreita relação entre o sistema límbico (unidade cerebral responsável pelas emoções) e condutas do dia a dia com a alimentação. A alimentação, ou ainda, a oferta de alimentos saborosos, está presente tanto nos momentos felizes quanto tristes de nossas vidas. Seja aniversários, festas, comemorações, ou até mesmo um simples encontro entre amigos sempre vem acompanhado de alimentos ditos deliciosos, por outro lado quando estamos tristes, deprimidos, brigamos com nossos parceiros ou até terminamos uma relação, enfim, muitas das vezes “descontamos” nestes tipos de alimentos. Entretanto, entre as crianças não é diferente, pois comumente escutamos frases mencionadas pelos pais do tipo “coma tudo, caso contrario não vai haver sobremesa” (sobremesas estas muitas vezes doces, refrigerantes, sorvetes, etc) ou “se não comer a salada não vai comer a batata frita…” Como se a sobremesa ou a batata frita fosse um prêmio ao realizar um sacrifício. Nada disso nos espanta, pois os estudos já comprovaram que os alimentos gordurosos, ricos em açúcares simples, estão diretamente ligados a áreas cerebrais responsáveis pelas sensações de prazer, felicidade, saciedade, produção de serotonina, entre outros que proporcionam um ótimo estado de prazer e sensação de bem estar.

O contato diariamente com este tipo de alimento talvez seja hoje a grande dificuldade da aceitabilidade ou da continuidade de programas alimentares voltados à reeducação alimentar, pois geralmente este tipo de terapia tem o objetivo de retomar os valores adequados de carboidratos, proteínas e gorduras que comumente estão descompensados nesta população. Assim sendo, tal remanejamento proporciona efeitos psicológicos indesejáveis como alteração no humor, queda na saciedade e conseqüentemente fuga ou desistência da terapia nutricional. Por tal motivo, acredita-se que quando relacionarmos crianças aos hábitos alimentares, é descartada a palavra reeducação, e é enfatizado o termo educação, pois  bons hábitos alimentares devem ser proporcionados desde o nascimento até o fim de seu desenvolvimento evitando ao máximo qualquer tipo de contato com alimentos baseados em fast foods. Tal conduta reduziria o risco de desenvolvimento de jovens e adultos dependentes de alimentos inadequados, reduzindo o risco assim de desenvolvimento de doenças relacionadas a  má alimentação,  provavelmente adaptada aos valores nutricionais corretos, evitando futuramente um reprocesso educacional.

A alimentação saudável está longe de causar qualquer tipo de depressão ou efeitos psicológicos indesejáveis. Além disso, é inviável manter uma alimentação a base de fast foods como um importante contribuinte para a felicidade das crianças, sendo que as atividades lúdicas,  atividades físicas, brincadeiras, esportes, um bom relacionamento com os pais também proporcionam felicidade, além de não causar efeitos colaterais como obesidades e suas comorbidades envolvidas.

** Texto elaborado por Vitor Teixeira Granuzzo, aluno bolsista do curso de pós-graduação em Nutrição Clínica Funcional (VP Consultoria Nutricional/ Divisão Ensino e Pesquisa)

3 Respostas para ALIMENTAÇÃO INFANTIL E DEPRESSÃO: OS ALIMENTOS SAUDÁVEIS PODEM CONTRIBUIR COM O HUMOR DAS CRIANÇAS? »»


Comentário

  1. Comentário de claudia lulkin | 16/05/2009 em 20:46:42

    As crianças precisam acolhimento, carinho e atividades criativas com participação da família nesses movimentos…
    Menos visitas à lojas de fast-food como PRÊMIO…
    Tenho um neto vegano…tem 6 anos. Se diz vegetariano…não é focado em fast-food…é levado a passear em shoppings e em sítios, tem equilibrada essas vivências, da urbe à natureza…Seus pais acompanham suas atividades de escola, estimulam nos desenhos…brincam junto.

    Mas as crianças, em geral, de qualquer classe social, sofrem muitas violências psicológicas…

    claudinha

  2. VP
    Comentário de VP | 13/08/2009 em 08:41:13

    Olá Claudia,

    Com certeza, as crianças precisam de uma alimentação mais natural, atividades que estimulem o desenvolvimento e o convívio social, carinho e participação da família para garantir um crescimento e desenvolvimento adequados!

    Um abraço e obrigada por sua participação!

    Dra. Valéria Paschoal

  3. Comentário de Carine Lopes | 18/01/2010 em 19:39:26

    Meu filho ganhou este livro na escola…Amigos da Nutrição
    Realmente é excelente…
    De uma forma bem simples, consegue entreter os pequeninos, passando informações essenciais para seu crescimento.
    Eu recomendo!
    (www.editoramagma.com.br/livro/425/kit2-amigos-da-nutricao-camiseta)


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