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Como a Nutrição Funcional pode controlar os sintomas da fibromialgia?

A fibromialgia é definida como uma síndrome reumática comum, não articular, caracterizada por dor e pontos múltiplos de dor muscular focal à palpação (pontos desencadeantes). A dor muscular é tipicamente agravada por inatividade ou exposição ao frio. Esse estado é freqüentemente associado com sintomas gerais como distúrbios do sono, fadiga, rigidez, cefaléias e, ocasionalmente, depressão. A fibromialgia tem uma importante relação com o estresse, apesar de suas causas ainda não terem sido totalmente esclarecidas.

A fibromialgia pode ter causas subjacentes como problemas do sono, alergias, desequilíbrios cerebrais (serotonina), infecção (vírus, fungos), desequilíbrios hormonais, estresse oxidativo, intoxicação metálica, deficiências nutricionais estresse emocional e/ou esforço excessivo. Portanto, muitos destes fatores podem ser controlados pela Nutrição. Por exemplo:

- A adequada oferta de fontes alimentares de triptofano que será convertido em serotonina, através de outros nutrientes como vitamina C, B1, B2, B3, B6, ácido fólico e magnésio;
- O adequado aporte de cálcio, que também parece auxiliar com os problemas de sono, conforme demonstram alguns estudos atuais;
- A saúde intestinal que tolera alimentos alergênicos, previne infecções e intoxicações, além de permitir uma boa absorção de nutrientes que vão inclusive combater o estresse que o organismo sofre;
- O consumo de alimentos integrais, que também é muito importante para controlar fatores hormonais que vão influenciar nos desequilíbrios cerebrais, entre tantas outras estratégias nutricionais funcionais.

12 Respostas para Como a Nutrição Funcional pode controlar os sintomas da fibromialgia? »»


Comentário

  1. Comentário de Laura Luciana | 24/09/2009 em 10:02:24

    Olá !

    Gostaria de saber se a sindrome do pânico pode ser uma das causas da fibromialgia ou vice-versa?

    Abraços,

    Laura

  2. VP
    Comentário de VP | 28/09/2009 em 17:51:44

    Olá Laura, como vai?

    A síndrome do pânico e a fibromialgia podem estar sim associadas pois as mesmas tem fisiopatologia semelhante, que é a redução dos níveis de serotonina, um neurotransmissor essencial para manter a qualidade do sono, níveis reduzidos de estresse, e qualidade de vida de uma maneira geral. Além disso, muitas das causas da síndrome do pânico podem ser encontradas na fibromialgia, tais como problemas de sono, alergias, estresse oxidativo, deficiências nutricionais (como a deficiência de triptofano, um aminoácido essencial para a formação da serotonina, além do estresse emocional.

    Sendo assim, uma estratégia nutricional pode ser realizada com o objetivo de promover o equilíbrio dessas alterações que ocorrem em ambas as doenças, a fim de reduzir seus sintomas. Estas recomendações devem ser realizadas por um nutricionista funcional capacitado, que irá realizar uma orientação específica para cada indivíduo em questão.

    Caso você tenha interesse, podemos indicar um profissional que atue mais próximo de sua região.

    Um abraço!

    Dra. Valéria Paschoal

  3. Comentário de Laura Luciana | 01/02/2011 em 17:37:23

    Olá Valéria!

    Minha mãe sofre de dores nas articulações e o médico responsável prescreveu sulfato de glicosamina associado a condroitina. Porém, ela tem alergia a camarão e me disseram que o sulfato de glicosamina é a base de frutos do mar. Isso é verdadeiro?

    Abraços,

    Laura

  4. VP
    Comentário de VP | 07/02/2011 em 19:12:39

    Olá Laura,

    O sulfato de glucosamina é um sal da glucosamina sintetizado artificialmente, sendo a glucosamina um amino-açúcar normalmente produzido através da glicose, ou seja, não é derivado de frutos do mar.

    Acontece de alguns medicamentos possuírem outros componentes para dar forma ao medicamento, observar se a pessoa que irá fazer uso não é hipersensível a nenhum destes componentes.

    Um abraço.

    Dra. Valéria Paschoal.

  5. Comentário de Junior | 28/12/2011 em 17:02:46

    Olá, Doutora Valéria.

    Tenho fibromialgia há uns quatro anos e meio, e a partir de dois anos atrás, a dor se tornou mais crônica e por vezes incapacitante. Durante este tempo, inclusive antes de ter um diagnóstico, pesquisei sobre os aspectos nutricionais para o meu caso, que é peculiar, uma vez que a fibromialgia teve como causa subjacente distúrbio de ansiedade, daí que algumas coisas fui obrigado a parar de ingerir (café, chocolate etc.)

    Gostaria de saber da senhora sobre aminoácidos que ajudam no fortalecimento das fibras musculares sem que me causassem taquicardia ou fossem vasodilatadores?

    Cito como exemplo de aminoácidos que não posso consumir: a glutamina e a arginina.

    Vou começar a fazer um teste com BCAA.

    Desde já agradeço.

  6. VP
    Comentário de VP | 08/01/2012 em 19:07:41

    Olá Júnior,

    Há muito que se comprovar ainda sobre fibromialgia relacionado à nutrição. Na prática clínica, é possível perceber que não apenas pensar em recuperação e manutenção das fibras musculares, mas também é preciso trabalhar a inflamação que podem causar lesões em diferentes estruturas celulares, inclusive na musculatura. Pensando nisso, é preciso fazer uma alimentação mais anti-inflamatória e inclusive retirar para observar se há melhora realmente diversos tipos de alimentos que devem ser avaliados por um profissional nutricionista para tentar identificar ou solicitar exames de alergias tardias para identificar possíveis alimentos que causem aumento desta inflamação crônica sub-clínica no organismo. Procure um profissional nutricionista capacitado para fazer um plano alimentar individualizado.

    Um abraço.

    Dra. Valéria Paschoal.

  7. Comentário de Bianca | 16/03/2012 em 17:47:46

    Gostaria de saber sua opinião em relação ao suo de omega 3 para fibromialgia.

  8. VP
    Comentário de VP | 22/03/2012 em 14:27:59

    Olá Bianca,

    Mais estudos são necessários, entretanto, é conhecido a ação anti-inflamatória do ômega-3 do óleo de peixe. Estudos que avaliaram a suplementação de óleo de peixe em pacientes com dores neuropáticas como fibromialgia, radiculopatia cervical, síndrome do túnel do carpo e queimaduras, por exemplo, obtiveram como resultado uma redução da dor de forma significativa. Portanto, a utilização do ômega-3 deve também ser pensada nestes casos.

    Um abraço.

    Dra. Valéria Paschoal.

  9. Comentário de paula nunes | 28/03/2012 em 10:49:57

    Bom dia, gostaria de saber se uma paciente com fibromialgia pode consumir glúten… obrigada

  10. VP
    Comentário de VP | 29/03/2012 em 12:40:54

    Olá Paula,

    Esta é uma questão individual. Há estudos que indicam relação entre doença celíaca, reação a glúten e desenvolvimento de fibromialgia. Realizar uma dieta isenta de glúten para verificar se melhoram os sintomas pode ser uma estratégia bem interessante, mas deve ser analisada individualmente.

    Um abraço.

    Dra. Valéria Paschoal.

  11. Comentário de Daniela | 10/06/2013 em 16:41:03

    Boa tarde. Parabéns pelas dicas! São bastante esclarecedoras.
    Gostaria de saber sobre a relação entre obesidade e fibromialgia, se é que há alguma. Sei que os adoçantes artificiais no geral não são indicados, mas uma vez que tenho que perder peso, o que vc me aconselha? A sucralose é melhor que os outros?
    Abraços e muito obrigada!

  12. VP
    Comentário de VP | 20/06/2013 em 22:50:33

    Olá Daniela,

    A fibromialgia além das dores pode estar relacionada com extrema fadiga, isso faz com que a pessoa se movimente menos, permaneça sedentária por longos períodos favorecendo o aparecimento da obesidade. Dentre os adoçantes, parece que o aspartame é que está mais relacionado com os sintomas de fibromialgia, sendo que a eliminação desta substância da alimentação pode melhorar muito este problema de saúde.

    Procure um profissional nutricionista que poderá fazer uma restrição calórica do restante da alimentação, não necessariamente tendo que introduzir o adoçante no plano alimentar.

    Um abraço.

    Dra. Valéria Paschoal.


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