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DAS COLMEIAS PARA NOSSA MESA: O MEL E SEUS BENEFÍCIOS PARA A SAÚDE

Na revista Viva Saúde do mês de outubro foi apresentada uma matéria sobre os benefícios e mitos do consumo do mel.

O mel é um líquido viscoso produzido pelas abelhas a partir do néctar das plantas e processado pelas suas enzimas digestivas. É armazenado em favos nas colmeias para servir de alimento para as abelhas trabalhadoras. Há muito tempo é reconhecido por suas propriedades terapêuticas. Os tipos de mel variam de acordo com a planta de onde é retirado o néctar, assim como da localização geográfica das plantas e do tipo de abelha produtora.

Devido à variação da origem do mel, há diferenças na aparência, percepção sensorial e na composição. Seus principais constituintes são carboidratos, principalmente frutose e glicose, mas também mais 25 diferentes polissacarídeos. Contém conteúdos menores de proteínas, enzimas, aminoácidos, minerais, vitaminas, compostos aromáticos e polifenóis, que são antioxidantes. Os minerais mais presentes são: potássio, cálcio, fósforo, sódio, magnésio, selênio, ferro, manganês e cobre. Já as vitaminas que mais aparecem são as C, B2, B3, B5, B6 e ácido fólico.

Por ser rico em carboidrato, seu índice glicêmico varia de 32 a 85 (médio a alto), dependendo da fonte. A carga glicêmica (parâmetro que leva em consideração o tamanho da porção) e o índice insulinêmico do mel dependem do seu conteúdo de frutose. Porém, esses parâmetros ainda são menores dos encontrados no açúcar branco, a sacarose. 

Possui ação anti-inflamatória e promove regeneração de tecidos em casos de cortes, machucados e queimaduras, acelerando o processo de cicatrização. Essa última função parece estar relacionada à presença de peróxido de hidrogênio. Devido ao seu conteúdo de oligossacarídeos, possui propriedades prebióticas, ou seja, serve de substrato para as bactérias benéficas do intestino. Foi mostrado, em um estudo, que seu consumo aumenta a população intestinal de bifidobactéria e lactobacilos, provavelmente devido ao seu conteúdo de frutooligossacarídeos, um tipo de prebiótico.

Outra ação seria na regulação da alergia contra o pólen. Por conter fragmentos do pólen, seu consumo por pessoas alérgicas poderia agir na dessensibilização, diminuindo as crises alérgicas.

O uso tópico do mel tem ação antimicrobiana, estimula a cicatrização de feridas e a atividade anti-inflamatória que diminui dor, edema e produção de exsudato. Por este motivo, é muito utilizado em “pé diabético”, principalmente em países em desenvolvimento, com ação semelhante à da insulina. Porém, a sua aplicação tópica deve sempre ser indicada por um profissional capacitado.

Um trabalho de revisão mostra que para obtermos os benefícios do mel para a saúde, devemos consumi-lo em doses maiores de 50 a 80g por vez. Porém, seu uso deve ser moderado e não deve ser consumido por crianças com idade inferior a 1 ano, em função do risco de contaminação pela bactéria chamada Clostridium botulinum, que causa o botulismo. O sistema imunológico das crianças nessa idade ainda não consegue se defender deste microrganismo. Assim, há muitos benefícios que podemos aproveitar do consumo deste produto que as abelhas fazem com tanto empenho.

*Texto elaborado pela Dra. Camila Gomes Komatsu, aluna bolsista do curso de Pós-graduação em Nutrição Clínica Funcional pela VP Consultoria Nutricional/ Divisão Ensino e Pesquisa.

12 Respostas para DAS COLMEIAS PARA NOSSA MESA: O MEL E SEUS BENEFÍCIOS PARA A SAÚDE »»


Comentário

  1. Comentário de camila | 16/12/2010 em 13:28:05

    Sou nutricionista, mas sempre tive dúvidas.Em relação a compra do mel, o que devemos observar para comprar o de melhor qualidade? e qdo abrimos ele fica duro, deve-se colocar na geladeira? ou isso é sinal que ele não é de boa qualidade?
    grata

  2. VP
    Comentário de VP | 20/12/2010 em 11:28:39

    Olá Camila,

    Há uma diversidade muito grande quando se fala de mel. Pode ser mel de um único tipo de cultura ou de diversos cultivos de plantas. Estudos indicam o mel de laranjeira como uma dos mais antioxidantes, portanto, frequentemente é um dos mais aconselhados na prática. É interessante consumir produtos de origem conhecida para evitar adulteração e contaminações. A cor, assim como a consistência também pode variar, e a cristalização e endurecimento não significa que o mel é de má qualidade.

    Um abraço.

    Dra. Valéria Paschoal.

  3. Comentário de KARINA ABBUD | 03/01/2011 em 15:30:44

    Olá Camila…
    minha dúvida é quanto a quantidade, foi dita que de 50 a 80g por vez, isso quer dizer que é isso por dia de uma única vez ou posso fracionar? para crianças (acima de 1 ano) e adolescentes é a mesma quantidade?
    grata!!

  4. VP
    Comentário de VP | 03/01/2011 em 20:07:23

    Olá Karina,

    O estudo foi realizado com uma única dose de 50 a 80g por dia, entretanto, este foi um único estudo, portanto, pode ser adaptado em diferentes situações. Inclusive, diabéticos descompensados não devem fazer o uso, assim com em algumas alterações intestinais. É ideal procurar um profissional nutricionista para fazer uma orientação industrializada. Referente aos adolescentes, eles podem fazer o uso da mesma quantidade que os adultos.

    Um abraço.

    Dra. Valéria Paschoal.

  5. ana
    Comentário de ana | 20/02/2011 em 20:33:21

    Oi Valéria,

    oque você acha do pólen?

  6. VP
    Comentário de VP | 25/02/2011 em 14:15:01

    Olá Ana,

    O pólen possui uma série de vitaminas e minerais, além de aminoácidos e compostos bioativos que podem fazer parte da alimentação para quem não tem algum tipo de hipersensibilidade ao produto. Há estudos que já identificaram efeitos antioxidantes e anti-inflamatórios, além de ter sido estudado na melhora da qualidade do sêmen, fertilidade, melhora do perfil bioquímico do sangue, ou seja, pode auxiliar no equilíbrio orgânico trazendo benefícios em diferentes partes do organismo.

    Um abraço.

    Dra. Valéria Paschoal.

  7. Comentário de Rachel | 20/10/2012 em 10:58:30

    Gostaria de saber se o polen melhora a condição imunologica, ajudando a prevenir gripes e resfriados, ou ainda, se o mel seria melhor.

    No caso do pólen, seu consumo deve ser em jejum e qual seria a quantidade diária?

    Obrigada

    Rachel

  8. VP
    Comentário de VP | 26/10/2012 em 13:19:01

    Olá Rachel,

    O pólen traz uma série de antioxidantes e fitoquímicos que podem auxiliar o sistema imunológico, porém há pessoas que desencadeiam alergias justamente com o pólen, então é preciso ter um acompanhamento. O mel, assim como o própolis também são boas opções para o sistema imune, além de manter uma dieta equilibrada. Referente às dosagens e modo de administração, o blog não orienta para não incentivar a auto-prescrição.

    Um abraço.

    Dra. Valéria Paschoal.

  9. Comentário de Rachel | 01/03/2013 em 23:12:46

    Existe alguma restrição do consumo do polen por idosos?

    Obrigada

  10. VP
    Comentário de VP | 03/03/2013 em 08:53:41

    Olá Rachel,

    Deve ser evitado apenas pelas pessoas que possuem alergia ou reação a este produto.

    Um abraço.

    Dra. Valéria Paschoal.

  11. Comentário de Rachel | 30/08/2013 em 00:05:52

    Crianças também podem consumir o polen?

    Obrigada!

  12. VP
    Comentário de VP | 30/08/2013 em 20:47:14

    Olá Rachel,

    Teoricamente, após os 2 anos de idade, a criança já está pronta para receber qualquer alimento, inclusive o pólen, mas pode causar reações alérgicas.

    Um abraço.

    Dra. Valéria Paschoal.


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